Foto: Divulgação/SMAC

A força-tarefa criada para combater ocupação irregular do solo, formada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Polícia Militar Ambiental demoliu, nesta quinta-feira (28/10), uma casa que pertencia a Luis Carlos Felipe Martins, conhecido como “Orelha”, braço direito de Adriano da Nóbrega, que representava o alto comando da organização miliciana “Escritório do Crime”. O imóvel ficava no Parque Municipal de Grumari, na Zona Oeste.

Nos fundos da residência de 100 metros quadrados havia uma trilha com acesso a um abrigo, em local de mata fechada, onde o ex-capitão Adriano se escondeu, antes de ser morto num sítio em Esplanada (BA), após confronto com a Polícia Militar, em fevereiro de 2020.

Já Orelha foi morto às vésperas da Operação Gárgula, em 20 de março passado, em Realengo. Na ocasião, Orelha foi denunciado junto à I Vara Criminal Especializada da Capital por crimes de associação criminosa, agiotagem e lavagem de dinheiro.

A casa foi construída irregularmente em 2018, dentro de unidade de proteção integral gerida pela Prefeitura do Rio. Segundo fontes, a viúva do ex-sargento Orelha vinha tentando vender o imóvel por R$ 150 mil, mesmo diante da impossibilidade de legalizá-lo. Por esta razão, um vigia vinha tomando conta do imóvel.

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