Uma das estações de BRT na Penha Circular, ''Guaporé'' foi interditada devido a ações violentas ocorridas nos últimos dias - Foto: Reprodução/Internet

As 3 estações de BRT que abrangem o bairro da Penha Circular, na Zona Norte do Rio de Janeiro, estão temporariamente fechadas, sendo duas delas devido a atos de vandalismo.

As estações Guaporé e Pedro Taques, localizadas a pouco mais de 1km uma da outra, foram interditadas na última semana em razão de ações violentas ocorridas, quebrando-se, entre outras coisas, os vidros que as cercam.

Estação Guaporé vazia nesta segunda (25/05) – Foto: Reprodução/Internet

”Eu pego o BRT todos os dias por volta das 07h. Os ônibus estão demorando bastante e já vêm lotados, quase não dá para entrar. Há pessoas entrando sem pagar, enfim… Agora, a estação está depredada, alguns vidros foram roubados, as grades que dividem a pista foram roubadas, sem contar que costuma ter bastante assaltos às pessoas na estação Pedro Taques. O serviço do BRT tinha tudo para ser o melhor transporte para ir à Ilha do Governador e à Barra, mas com a falta de segurança, fica muito complicado. Só espero que volte a funcionar logo pois faz falta para se locomover no dia a dia”, diz o morador Thiago Santos.

Estação Pedro Taques vazia neste domingo (24/05), e aviso de interdição por motivo de vandalismo – Foto: Reprodução/Internet

Para o advogado e professor Lucas Terra, especialista em Ciências Criminais e Segurança Pública, a lei é confusa e ineficaz na punição aos vândalos.

”Infelizmente, as estações de BRT desde sempre sofreram com os chamados ‘calotes’. Não é de hoje que o município vem tentando, de certa forma, conter esses tipos de atitudes, mas nenhuma medida parece ser eficaz. A Câmera Municipal do Rio de Janeiro chegou a aprovar um projeto de lei que prevê multa de R$ 170 para esse tipo de atitude, no entanto, também não surtiu grandes efeitos. O Código Penal, em seu artigo 176, prevê a conduta de utilizar o meio de transporte sem ter os recursos necessários para efetuar pagamento como crime de 15 a 60 dias de detenção ou multa, mas nesse mesmo artigo é dito que o juiz pode deixar de aplicar a pena. Ou seja, o Código Penal também não traz algo eficiente para essa situação. É necessário rever as leis e principalmente a fiscalização neste meio de transporte público”, diz ele.

Já a estação Praça do Carmo, situada entre as duas anteriormente citadas, encontra-se inoperante desde o dia 25/03, por determinação da Prefeitura do Rio como medida para ajudar no combate à proliferação do Coronavírus na cidade.

Estação Praça do Carmo, fechada desde março como tentativa de conter o avanço do Coronavírus no Rio – Foto: Reprodução/Internet

Apesar disso, ela também já foi vandalizada e, atualmente, encontra-se num estado deplorável de abandono – que já havia sido noticiado pelo DIÁRIO DO RIO no dia 15/04.

Estação Praça do Carmo com marcas de vandalismo e sujeira – Foto: Thiago Santos

Para quem mora na região e precisa utilizar o BRT, as estações mais próximas abertas no momento são Pastor José Santos, na Penha, e Vicente de Carvalho, no bairro homônimo.

O DIÁRIO DO RIO tentou contato com o consórcio que administra o BRT para saber quando as estações estariam utilizáveis novamente, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

Atualização – 26 de maio – 13h20

Resposta do consórcio que administra o BRT acerca do assunto: ”Ainda não há previsão para a reabertura das estações Guaporé, Praça do Carmo e Pedro Taques. Todas elas foram vandalizadas e tiveram seus equipamentos furtados.”



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