Ilustração: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

O dia 10 de setembro poderá ser instituído no estado Rio de Janeiro como o Dia da Conscientização e Combate à Gordofobia. Segundo o Projeto de Lei apresentado pelo deputado Átila Nunes (MDB), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), anualmente, nessa data, o estado deverá promover campanhas na mídia, além de ações como caminhadas, palestras, simpósios e distribuição de informativos durante todo o mês de setembro.

O objetivo é reduzir os casos de preconceito contra pessoas com excesso de peso, condição que atinge mais de 60% dos brasileiros. De acordo com Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE em 2020, 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais – o que correspondia a 96 milhões de pessoas – estavam acima do peso em 2019. O estudo também mostrou que a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais no País passou de 12,2% para 26,8% entre 2003 e 2019.

“A gordofobia causa danos psicológicos aos que sofrem a discriminação nas escolas, universidades, empresas e outros ambientes públicos. O bullying começa ainda na infância e acompanha as pessoas acima do peso até a fase adulta. São olhares e comentários desagradáveis como ‘seu rosto é tão lindo, por que você não emagrece?’, além da falta de representatividade em produções das mais diversas áreas. É dever do poder público incentivar ações para inibir comportamentos preconceituosos”, afirmou o deputado Átila Nunes.

O parlamentar acrescenta que a definição de um calendário para realizar ações de consciêntização é um primeiro passo para incentivar a discussão de um problema, que tem feito inúmeras vítimas no Estado. “Os efeitos da discriminação podem ser invisíveis, mas deixam marcas para toda a vida. Não podemos mais normalizar a prática da gordofobia. Precisamos combater a discriminação e garantir o respeito à diversidade e o acesso às oportunidades para todos”, concluiu o deputado.

Os danos psicológicos sofridos por quem é alvo da gordofobia se somam aos obstáculos impostos pelo mercado de trabalho. Uma pesquisa da Catho, empresa que funciona como um classificado online de currículos e vagas, em 2005, identificou que 65% dos executivos tinham alguma restrição na hora de contratar pessoas acima do peso para suas empresas, além de pagarem melhor para pessoas magras.

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