Uma das perguntas que alguns se fazem hoje é como uma dúzia de homens consegue dominar uma favela, enquanto o Estado com sua polícia não consegue. Este post abaixo, do Vox Libre, trata bem da pergunta.

A polícia militar do Rio de Janeiro possui o GPAE (grupo de policiamento em áreas especiais), que como o próprio nome já diz, se propõe a policiar algumas favelas. Em outras favelas, existem instalações policiais permanentes, conhecidas como DPO’s – destacamentos de policiamento ostensivo. Há ainda os casos em que algumas favelas sofrem temporariamente “ocupações” feitas pela polícia militar em razão de algum crime de repercussão. Em qualquer das três alternativas acima enumeradas, o tráfico de drogas não desaparece nem cessa, mas encontra um meio de “conviver” com a presença policial. É uma coisa do tipo, o policial faz de conta que policia e o traficante faz de conta que não trafica!

O interessante é que onde as “milícias” se instalam, o tráfico e os traficantes de drogas realmente são expulsos. Qual é o segredo das “milícias”? Por que a polícia não consegue fazer o que as “milícias” fazem, se já se sabe que ambas são compostas pelo mesmo elemento humano? Já há gente pregando a institucionalização das “milícias”, vez que elas parecem ser bem sucedidas onde a polícia e o Estado falham.

Parte da resposta pode ser encontrada neste post do Diário do Rio, em que reproduz texto do Cesar Maia em seu ex-blog.

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