Imagem meramente ilustrativa - Foto: Divulgação/Cáritas-RJ

Uma pesquisa recente sobre Índice de Progresso Social (IPS), realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e analisada pelo Instituto Rio21, aponta que o nível de tolerância e inclusão na capital fluminense progrediu nos últimos 5 anos.

Em 2016, o Rio obteve 64,14 pontos percentuais, número considerado não muito satisfatório – embora esteja acima dos 50. No entanto, de 2018 para cá, é possível notar uma evolução. No referido ano, o índice foi ampliado para 74,14. Já em 2020, para 77,05, ou seja, um aumento de 12,91 pontos em relação a 2016.

O cálculo do índice de tolerância e inclusão leva em consideração 3 aspectos: violência contra a mulher, homicídios de jovens negros e vulnerabilidade familiar. No primeiro item, a quantidade de ocorrências de crimes de violência físicas, que incluem homicídio doloso, tentativa de homicídio e lesão corporal dolosa, e de violência sexual, isto é, estupro e tentativa de estupro, caíram desde 2016. Entretanto, a taxa de 2020 foi superior à de 2018. Enquanto, em 2016, foram registradas 353,56 denúncias de violência contra a mulher a cada 100 mil habitantes, esse valor caiu para 270 em 2020, representando uma redução de 82,62 casos.

Já em relação à taxa de homicídios de jovens negros, ela também diminuiu. Em 2016, a cada 100 mil habitantes, 9 jovens pretos e pardos foram assassinados. Em contrapartida, em 2020 esse número havia caído quase pela metade: foram registrados 4,96 homicídios de jovens negros por 100 mil habitantes.

De modo semelhante, o indicador de vulnerabilidade familiar também presenciou uma queda nos últimos 5 anos, porém de modo bem mais tímido. Em 2016, estimou-se que 2,29% dos domicílios possuíam uma mulher com o ensino fundamental incompleto como responsável e filho(s) de até 10 anos ou economicamente inativo(s). Já em 2020, a estimativa caiu para 2,02%, uma pequena diferença de 0,27 pontos percentuais.

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