Foto: Divulgação

Dos dias 29/11 a 1/12, o Rio de Janeiro foi sede de mais uma edição do Festival MIMO. O festival, que começou como Mostra Internacional de Música em Olinda (MIMO) em 2004, também marcou presença na capital paulista entre os dias 22 a 24 de novembro desse ano. Como um dos eventos mais importantes do Brasil no cenário da cultura, foi idealizado inicialmente por Lu Araújo e conta atualmente com o patrocínio do Bradesco, Certisign, Estácio, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

A edição de 2019 segue o histórico do festival ocupando espaços históricos para as 40 atividades desenvolvidas durante os três dias.Além dos shows, o festival contou com um Programa Educativo, Chuva de Poesia e Festival MIMO de cinema. O protagonismo feminino e a música negra foram as temáticas base dessa edição, divulgando produções artísticas e seus atoresque vem marcando o cenário atual cultural.

Valorizando o intercâmbio cultural, o festival reuniu artistas do rap, blues, pop, rock, fado e muitos outros ritmos. No Rio de Janeiro, o lineup contou com artistas do continente africano, como Amadou & Mariam  e Noura Mint Seymali, que foi acompanhada da inseparável “ardine”, instrumento semelhante à harpa e exclusivamente tocado por mulheres de seu país, Mauritânia. Das terras de lusíadas, Marta Pereira da Costa, a primeira e única mulher profissional da guitarra portuguesa a nível mundial. Do território nacional, a cantora e compositora baiana Xenia França, que foi indicada ao Grammy Latino 2018 pelo seu álbum de estreia em duas categorias. Outra presença marcante foi a de Hamilton de Holanda, um dos mais importantes nomes da música instrumental brasileira no mundo e mantendo a tradição do festival em oferecer uma programação variada, com espaço e destaque para a música instrumental. O festival também teve em sua programação a apresentação de Jards Macalé, que concorreu ao Grammy Latino 2019 na categoria de “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”.

As atividades ocorreram em pontos estratégicos do cenário histórico carioca.Dentre os espaços que sediaram as atividades, citam-se a Fundição Progresso, o Museu da República, o Parque das Ruínas,o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab) e o Cine Odeon Net-Claro, em um evento gratuito e acessível para a população. Reafirmando assim a alma do evento, como explícito nas palavras de Lu Araújo: “Sempre afirmo que o MIMO é um festival feminino, de liderança e alma feminina. É democrático, inclusivo, inovador, multicultural e de vanguarda”.



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Saímos dessa edição em um movimento com duas direções: ansiosospara a edição de MIMOs em 2020 nos palcos cariocas, reunindo MIMO de música, MIMO de arte, MIMO de cultura; e também acompanhando a7ª edição da Semana Internacional de Música de São Paulo(SIM) no Centro Cultural São Paulo, no maior encontro do mercado da música da América Latina. Encontro esse que permite acompanharas tendências, questionamentos, articulações e na formação de redes de apoio e parcerias para fortalecer o mercado da música.

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