Cristiano Girão sendo preso em 30 de julho de 2021 - Foto: Divulgação

O ex-vereador do Rio de Janeiro Cristiano Girão, de 49 anos, foi preso nesta sexta-feira (30/07) em São Paulo, em operação executada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic-SP) que apura o assassinato do casal André Henrique da Silva Souza, o ”Zóio”, e Juliana Sales de Oliveira, mortos em junho de 2014.

Vale ressaltar que a ação foi a mando do Ministério Público do RJ (MPRJ) e tem como alvo também o PM reformado Ronnie Lessa, que, por sua vez, já está preso por ser o principal suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018. Esse caso, porém, não tem relação alguma com o citado acima.

Segundo investigações do MPRJ apoiadas pela Polícia Civil, Lessa executou André e Juliana a pedido de Girão, que, à época, cumpria pena em regime fechado. Na ocasião, de acordo com denúncia do Ministério Público, o ex-vereador era apontado como líder da milícia da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Girão é acusado de duplo homicídio. A investigação chegou ao político a partir de depoimentos de testemunhas e com a descoberta de uma pesquisa ao Google realizada por Lessa em 19 de fevereiro de 2018, procurando notícias das mortes. Na época, ele buscou: ”Casal morto na Gardênia Azul”.

Segundo a Polícia Civil, quando o crime aconteceu, a Gardênia Azul era alvo de uma disputa territorial entre grupos milicianos rivais. ”Zóio” estava sendo investigado por comandar um grupo paramilitar em Campo Grande, também na Zona oeste. A apuração do caso diz que ele tentava expandir território para a Gardênia.

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