Exposição coletiva reúne multiplicidade de cores e formas na Galeria Aymoré

Exposição coletiva reúne multiplicidade de cores e formas na Galeria Aymoré

6 de dezembro de 2018 0 Por Felipe Lucena
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A Galeria Aymoré realiza, a partir do dia 8/12, a exposição “A fio, à cor”. Márcia Thompson, Goia Mujalli, Isabelle Borges e Christian Henkel levarão à público suas obras pautadas nas cores, originalidade e multiplicidade de formas, com curadoria de Gabriela Davies. A reunião traz artistas singulares em seus trabalhos, mas plurais em suas formas de expressão.

A pintora Marcia Thompson expõe pela primeira vez uma série de vasos com amarras encharcadas de tinta óleo. O processo de composição das obras se dá pelo uso de cores que remetem a flores de pinturas de natureza morta: o canvas é envolvido com a tinta e contido numa moldura de vidro. Mas a tinta, ao não secar pela falta de ar, acaba manchando as faces que a restringem.



Já as obras de Goia Mujalli expõem a questão da organicidade do traço. O gesto feito pelo pincel é enfatizado na medida em que ela vai apagando as marcas que fez, e deixando na tela os vestígios dos contornos. Suas composições esbanjam cor de forma densa e experimental, mas com paletas controladas em cada quadro.

Geometria e cores complementares fazem parte das pinturas de Isabelle Borges, que também fará uma instalação no espaço que levará em conta as próprias telas e a arquitetura da galeria.

Já as cores vivas de Christian Henkel são levadas para uma pintura com elementos tridimensionais. Os pedaços de madeira encontrados são usados para construir os objetos geométricos e abstratos.

Os artistas produziram também múltiplos de tamanhos menores e preços mais acessíveis que são vendidos pela galeria para financiar a exposição, que fica no local até o dia 03 de fevereiro.

Serviço:
A fio, à cor
Curadoria: Gabriela Davies
Abertura: 08/12
Até 03/02/2019
Quarta – Domingo, 13 – 18h
Galeria Aymoré – Villa Aymoré – Ladeira da Glória, 26

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.


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