Candidato a deputado estadual no RJ, Queiroz afirma que lutará contra corrupção: ‘Farei tudo que estiver ao meu alcance’

Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro e suposto operador das ''rachadinhas'', vai concorrer a uma vaga na Alerj

Fabrício Queiróz concorrerá a uma vaga como deputado estadual pelo PTB / Reprodução: SBT

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PL) e policial militar da reserva Fabrício Queiroz está prestes a dar um novo passo: concorrerá a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em entrevista ao jornal ”Última Hora”, candidato a deputado estadual pelo PTB, falou sobre segurança pública, violência contra as mulheres e combate à corrupção.

Queiroz, que é mineiro de Belo Horizonte, foi assessor de Flávio Bolsonaro justamente quando este atuava como parlamentar na Alerj, mais precisamente durante 16 anos, tempo no qual, segundo ele, teria percebido que as mudanças que a sociedade precisa somente serão possíveis através do processo político.

Na entrevista, Queiroz foi questionado sobre qual seria a sua linha de atuação, como deputado estadual, diante das demandas da população nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e segurança, por exemplo.

Fabrício respondeu que, com a sua atuação como policial militar por mais de 20 anos no RJ, a sua tendência será dar enfoque mais significativo na área de Segurança Pública, sem excluir as demais. Segundo Queiroz, ele teria planos específicos em tais áreas voltados para os profissionais da Segurança Pública. Tais medidas poderiam, ainda segundo Queiroz, ser estendidas à população, uma vez que a maioria dos agentes do Estado são pessoas sem boas condições financeiras, como grande parte do povo fluminense.

Indagado sobre as suas prioridades e a lisura de um futuro mandato, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, reforçou o seu foco nas condições de atuação dos agentes de segurança do Estado. Ele disse que pretende ser “o legítimo representante dos órgãos de segurança pública e, principalmente, dos integrantes dessas instituições. Eles são verdadeiros heróis, que expõem diuturnamente suas vidas em prol de servir e proteger a população do estado do Rio de Janeiro”.

Sobre as manifestações crescentes de violência contra as mulheres, especialmente casos de violência domésticas, Queiroz ressaltou que as mulheres têm sofrido ataques à sua liberdade, bem como à sua dignidade, através de situações de discriminação. As polícias Civil e Militar, segundo ele, possuem profissionais capacitados para lidar com tais casos. Queiroz lembrou a criação da Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM) por parte da Polícia Civil do Rio, bem como a implantação do bem avaliado programa “Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida”, pela PMERJ, como boas medidas para combater o sofrimento diário das cidadãs fluminenses. Ele afirmou ainda que, caso seja eleito proporá a criação de um “convênio entre as polícias, o Ministério Público e o Poder Judiciário para que se discutam políticas e medidas voltadas para a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade”, tal qual é feito no Distrito Federal há alguns anos.

Quanto ao combate à corrupção, Fabrício Queiroz afirmou: “Acredito que se todas as instituições dentro de suas respectivas esferas de atribuições constitucionais cumprirem os seus papéis com clareza, transparência e prestação de contas, é possível que minimizemos os casos de corrupção. Não só no poder legislativo, mas também em todos os setores do serviço público, uma vez que a corrupção não aflige somente o poder legislativo. Enquanto parlamentar farei tudo que estiver ao meu alcance para impedir que atos de corrupção ocorram”.

Fabrício Queirós é conhecido do grande público como o primeiro escândalo de corrupção do recém eleito governo de Jair Bolsonaro, em2018, no âmbito das “rachadinhas” que aconteceriam no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Alerj. Queiroz seria o operador do suposto esquema que teria desviado aproximadamente R$ 2,3 milhões de dinheiro público. Em junho de 2020, o militar da reserva foi preso à pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. Fabrício Queiroz ficou livre das acusações após a Justiça manifestar ter havido irregularidades no inquérito.  Apesar dos problemas enfrentados, os laços entre os Bolsonaro e Fabrício Queiróz nunca foram desfeitos.

Com informações dos jornais Última Hora, O Globo; e revista Veja.

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