Foto: Reprodução

Ocorrido em 06/01 – isto é, na última quarta-feira -, o Dia de Reis, que celebra, segundo a Bíblia, a visita dos 3 Reis Magos a Jesus Cristo recém-nascido, é tradição anualmente na casa da família Moreira, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, há mais de 50 anos. Em 2021, porém, a comemoração, iniciada através da matriarca Geralda e do patriarca Joaquim, e continuada sob os cuidados da filha Andréa desde o início dos anos 2000, foi realizada pela primeira vez de maneira virtual, devido ao momento de pandemia que estamos passando. Contando com 15 pessoas, entre familiares e amigos, a celebração teve bastante conversa e orações.

”Falei com uma das minhas amigas que não queria deixar a data passar em branco e quebrar a tradição, daí montamos um link numa plataforma de videochamadas, convidamos as pessoas e fizemos a confraternização, on-line”, diz Andrea.

Andréa (è esquerda) e algumas das participantes da confraternização – Foto: Reprodução

Outro detalhe importante é que, ao invés dos tradicionais bolos das celebrações anteriores, desta vez foram utilizados cupcakes individuais, preparados com toda a recomendação higiênica possível, que foram entregues a cada pessoa na porta do prédio de Andrea: ”Acabou sendo uma coisa ‘delivery’, com esses bolinhos nominalmente destinados, com muito amor, a cada um.”

Bolinhos de Dia de Reis em forma de cupcakes – Foto: Reprodução

”Estamos vivendo momentos tão complicados que ter amigos de verdade, saber que alguém torce e se importa com você é muito importante, e principalmente ter fé para seguir a caminhada, ter a certeza que existe um Deus que, independentemente da sua religião, zela por você e te ama imensamente”, complementa a dona do evento.

Sempre presente nas celebrações e uma das pessoas mais entusiastas do evento, Andressa Moreira, filha de Andréa, embora tenha aprovado o formato deste ano, justamente por ser diferente, espera que, em 2022, a festa possa ser comemorada novamente à sua maneira tradicional.

Andressa (à direita) e seu cão de estimação, Alvo – Foto: Reprodução

”Espero que, no ano que vem, esteja todo mundo vacinado e que consigamos voltar a nos reunir presencialmente, e darmos as mãos na oração que fazemos, coisa que não dá para fazer on-line”, diz ela.

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