Antes de ser umbandista, Raphael Homem, sempre se interessou pela cosmogonia (mitos fundadores do universo) de diferentes mitologias.
Um dia, se deparou com o enredo “A Criação do Mundo na Tradição Nagô”, da Beija-Flor.
Nessa época Raphael estava terminando o curso de jornalismo e sua monografia foi sobre o grande Joãzinho Trinta.

O universo dos orixás é algo muito complexo e requer estudo. Muitas dúvidas eram sanadas em conversas com amigos ligados ao candomblé.
Raphael acredita nos orixás como elementos da natureza e eles estão em tudo: nas miudezas e nos organismos mais complexos. Por isso mesmo, estão passíveis a diferentes interpretações.

Camisetas e acessórios

Há tempos, Raphael criou uma linha de acessórios chamada Agô, em que se inspirava na lenda dos orixás. O carro-chefe foi batizado de “escapulário do Axé”, uma versão do escapulário católico, em que se usa uma figura masculina e uma feminina nas pontas. Assim, ele desenvolveu a versão com orixá masculino e feminino de cabeça.

“Como cada religião/nação/casa trabalha com os orixás de uma cor diferente, sempre deixei a produção sob demanda, para que cada um pudesse escolher as cores. No meu caso, por exemplo, Iemanjá é azul escuro e Xangô é marrom. São meus pais de cabeça, inclusive.”

Na sequência, começou a desenvolver oratórios de colagem em papel, com a temática dos orixás. Como disse Raphael anteriormente, é necessário estudar e também estar atento de que não existe uma verdade absoluta. “Fico sempre atento para ouvir as nuances, as características, as performances. Se um orixá, por exemplo, é mais aguerrido, opto por cores mais vibrantes. Se passa a ideia de serenidade, cores mais suaves”.

Sobre a coleção de camisetas, Raphael explica que com o avanço dos casos de intolerância religiosa, fica mais evidente a necessidade de não se esconder, falar sobre a crença que historicamente é perseguida.

As estampas e cores das camisetas são feitas de forma completamente artesanal. Não há uso de máquinas e o processo é demorado. “Primeiro escrevo, deixo secar por 2 dias. Depois faço o tingimento e deixo secando por 3 dias. Antes de entregar, ainda lavo e passo. A camisa chega para o comprador lavadinha e cheirosinha, rs”

Desde o início, Raphael pensava numa camisa que abrangesse todos os orixás. Então, decidiu criar a camisa escrita “orixá” e dedicar parte do dinheiro para os trabalhos sociais do Centro Espírita Justiça e Amor, casa da qual ele faz parte.

Sobre os Orixás no Candomblé, Raphael gosta de ouvir as diferentes versões, já que, para ele, não existe certo ou errado. São visões diferentes. “Cada casa segue sua doutrina, seu modus operandi. E isso influencia na hora de pensar qualquer coisa ligada aos orixás. Então, os orixás passaram a fazer parte da minha vida. Inclusive, o enredo para o próximo carnaval da Guerreiros Tricolores será “Forjados nas Cores do Guerreiro, nosso Lema é Vencer ou Vencer”, em que faço uma série de combinações de lendas e músicas para falar sobre Ogum.”

E por falar em Ogum, se liga!
Dia 23 de abril é dia de São Jorge, Ogum no sincretismo e sabemos o quanto essa data é importante para os cariocas. Que tal aproveitar a data para se presentear com uma camiseta da nova coleção em homenagem ao Orixá?
Os valores das camisetas e acessórios são bem atrativos, principalmente por cada criação ser peça única. Nenhuma camiseta fica exatamente como a outra.

Camisas de orixás: R$45,00
Exu não é o diabo: R$50,00
Camisa Orixá: R$60,00
Acessórios: valor sob consulta

Como comprar?

As camisas são 100% algodão, tingidas e estampadas manualmente, num processo totalmente artesanal.
Você escolhe o tamanho, o orixá e a cor (tamanhos especiais sob consulta).
O pagamento pode ser feito através do Pix, transferência ou depósito em conta.
O frete (dentro ou fora do Rio), é combinado após a encomenda ficar pronta.
Para quem não tem pressa, a entrega fica no “0800”, acertando o local de retirada.

Faça a sua encomenda pelo (21) 99459-4000

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