Parte externa da Feira de São Cristóvão - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Um dos polos comerciais e culturais mais conhecidos do Rio de Janeiro, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, popularmente conhecido como Feira de São Cristóvão, na Zona Norte da capital fluminense, assim como muitos outros lugares, foi (e ainda está sendo) bastante afetado pela crise econômica ocasionada pela pandemia de Covid-19.

Segundo informações inicialmente passadas pelo portal ”G1”, a redução no número de visitantes foi tão acentuada que 70% das lojas locais encerraram suas atividades.

”Não está compensando manter as portas abertas. Trago pouca comida para cá e, desse pouco, ainda sobra. A situação não está boa. Não tem cliente”, lamentou a comerciante Fátima Sampaio, dona de um restaurante na Feira de São Cristóvão. Na rua onde funciona seu estabelecimento, inclusive, a loja é a única ainda aberta.

Já para o lojista Ademir Florência da Silva, dono de um comércio com música ao vivo, a arrecadação diminuiu cerca de 95%. ”A movimentação caiu demais. Meu trabalho é à noite. Eu dependo de karaokê, pagode”, diz.

”Anteriormente, já havia acontecido uma queda nas vendas. Com a pandemia, o problema se agravou. Eu estou aqui sobrevivendo. O movimento está zerado”, alerta, por sua vez, o feirante Marlos Batista, que ainda afirma que os comerciantes locais não receberam, até o momento, nenhum tipo de auxílio do poder público.

”Hoje, 70% dos estabelecimentos estão fechados. Deixamos de gerar 3 mil empregos diretos e mais de 5 mil indiretos. Então, está sendo difícil manter a feira durante a pandemia. Peço encarecidamente que o poder público olhe pela gente. Sabemos da importância que este instrumento cultural tem importância nacional e internacional”, implora Magno Pereira, representante da Associação da Feira de São Cristóvão.

Lojas fechadas na Feira de São Cristóvão – Foto: Reprodução/TV Globo

Assessora de imprensa do Centro de Tradições, Rebeca Cardoso diz que os comerciantes não estão conseguindo ter acesso aos programas sociais de incentivo ou auxílio criados pelo governo.

”Alguns precisam ser cadastrados como ambulantes para terem acesso ao Auxílio Carioca – nem todos estão registrados. Outros precisam ter um CNPJ ou um registro de Micro Empresário Individual [MEI]. São pessoas invisíveis a esses sistemas, uma vez que não foram obrigados a tirar alvará de ambulante, CNPJ ou MEI para poderem trabalhar. Então, eles não conseguem receber esse auxílio”, explica.

Dona de uma barraca na Feira de São Cristóvão há 35 anos, feirante Maria da Guia diz que, pela primeira vez, teve de encerrar suas atividades.

”A situação é de muita tristeza. Temos uma vida construída aqui, dentro do Centro de Tradições Nordestinas. Lutamos por muitos anos para chegarmos onde chegamos. E hoje, estamos nesta situação”, lamentou Maria, oriunda de Campina Grande, na Paraíba.

A Prefeitura do Rio ressaltou que há 2 programas de auxílio a comerciantes durante a pandemia: o Auxílio Empresa Carioca e o Crédito Carioca. Ainda de acordo com o Poder Executivo da capital, os empresários devem procurar o município para se legalizarem e conseguirem acessar esses benefícios.



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1 COMENTÁRIO

  1. Fique em casa a economia a gente vê depois , está aí o resultado agora cobrem dos governantes entra na justiça .

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