Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução

O jejum é uma prática milenar em que o corpo passa por um período de não alimentação. Esse jejum pode ser de horas ou até dias. Todas as culturas do mundo adotam algum tipo de jejum em seus rituais religiosos ou espirituais. Naturalmente, já fazemos jejum durante o sono, que pode variar de 8 12 horas, dependendo da sua última refeição. O jejum intermitente é um protocolo estabelecido de um jejum mais prolongado com o objetivo de modular o metabolismo. Existem vários tipos de estratégias, sendo que os protocolos de 14 ou 16 horas de jejum são os mais comuns. Existem 2 tipos: o fisiológico e o metabólico.

Durante o período de jejum fisiológico são permitidos somente bebidas não calóricas: água, café e chás sem adoçar (açúcar ou adoçante). E o metabólico, é permitido fontes de gordura como manteiga, óleo de coco ou TCM. Fazer jejum exige uma adaptação metabólica do organismo. Essa adaptação é individual e deve ser feita com orientação profissional. Há pessoas que se sentem bem fazendo algum protocolo de jejum e outras pessoas não toleram o desconforto de ficar muitas horas sem se alimentar.

Os benefícios para o organismo são vários: controle de doenças autoimunes e diabetes, melhora de processos inflamatórios, otimização da função cerebral com aumento do foco e da concentração, reparação da função digestiva favorecendo um equilíbrio da microbiota intestinal, entre outros. Existem desvantagens, principalmente se o jejum for feito de forma inadequada e sem acompanhamento. Pode prejudicar a função da tireóide, provocar compulsão alimentar, desequilíbrio dos hormônios e piora na qualidade do sono.

Muitas pessoas acreditam que o jejum emagrece. Isso é um mito! O jejum por si só não tem esse efeito. É uma estratégia muito utilizada atualmente que pode ajudar no processo de emagrecimento, porém, não é necessário fazer jejum para emagrecer. O que causa efetivamente o emagrecimento é uma dieta balanceada com déficit calórico, isto é, comer menos calorias do que o seu corpo gasta para realizar todas as suas funções ao longo do dia. Esse balanço energético negativo na dieta, associado ao exercício físico regular, é a chave para um emagrecimento saudável e sustentável a longo prazo.

Resumindo: sobre o jejum, seus mitos e verdades:

O jejum faz bem para o organismo se for feito de forma correta e bem orientada. Porém, não funciona pra todo mundo;

O jejum não é uma dieta nem um estilo de vida. É uma estratégia alimentar que pode ser aplicada para vários objetivos com técnicas para gerar adaptação metabólica;

Não é necessário fazer jejum para emagrecer. Se você faz somente com esse objetivo, sofre por ficar sem se alimentar e não sabe o que comer na sua janela de alimentação, melhor não fazer;

Treinar em jejum não causa redução da massa muscular. Se você se sente bem em treinar sem comer, não tem problema algum. Desde que você seja adaptado para não ter queda de rendimento esportivo, e faça uma ótima refeição após o exercício, para garantir a reposição energética e de proteína necessária após a atividade física, pode ser até benéfico;

Não faça por conta própria protocolos mais prolongados. Respeite o seu corpo. Se você estiver sem fome, faça jejum. Se estiver com fome, não se prive de comer. Basta escolher os melhores alimentos para o seu organismo prosperar, e o seu corpo já consegue se regenerar durante uma boa noite de sono.

Fernanda Mendonça Dias
Formada pelo Centro Universitário Newton Paiva - Belo Horizonte, com Pós graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo VP Centro de Nutrição Funcional - Rio de Janeiro. É Nutricionista do BNDES (Nutrendo), Consultoria Nutricional do Programa de Treinamento online Treinando em casa com o Rafa @personalrafamachado, , Nutricionista do Projeto Social Avante @projetoavante_ e Nutricionista parceira do N Comidas (marmitas saudáveis e balanceadas) @n.comidas_n.comidas

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