Foto: Michel Jesus

A deputada federal Flordelis será notificada pela Justiça do Rio para explicar o relatório da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que apontou que a tornozeleira eletrônica usada por ela ficou desligada por 17h por falta de bateria. De acordo com o documento, o equipamento parou de funcionar 11 vezes de outubro até fevereiro. A informação é do jornal “O Dia”.

Além disso, a juíza titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, Nearis dos Santos Carvalho Arce, também pediu explicações sobre 15 ocasiões nas quais Flordelis não estava em casa nos horários estabelecidos.

A deputada, apontada como a mandante da morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, usa a tornozeleira desde o dia 8 de outubro de 2020. O pastor foi assassinado a tiros na madrugada do dia 16 de junho de 2019. O crime aconteceu na garagem da casa da família, em Niterói. Anderson do Carmo chegou a ser socorrido e levado para o um hospital particular, onde chegou sem vida.

O monitoramento eletônico é uma das medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. O descumprimento dessas medidas pode acarretar na decretação da prisão do réu. Entretanto, Flordelis tem imunidade parlamentar e só pode ser presa em flagrante delito por crime inafiançável, conforme determina a Constituição Federal.

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