Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

O ritmo acelerado da vacinação dos fluminenses, principalmente na cidade do Rio, que teve seu calendário adiantado, já reflete na melhora da confiança dos consumidores. Levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com cidadãos do estado do Rio de Janeiro, mostra que o medo de perder o emprego, nos próximos três meses, diminuiu novamente em junho, atingindo 39,2% da população, no mês anterior eram 49,8%, uma redução de quase 10 pontos percentuais.

Em março desse ano, esse percentual alcançou sua maior alta dentro da série histórica, com 62,1%, se mantendo em 60,1% em abril, apresentando queda a partir de maio. Já os entrevistados que estão com pouco medo de perder o emprego apresentou alta em relação ao mês anterior, indo de 17,1% para 26,2%. A pesquisa também registra que 34,6% dos fluminenses não estão com mede de perder o emprego. Em maio, eram 33%.

Fluminenses mais confiantes na economia

De acordo com a pesquisa do IFec RJ, aconfiança dos consumidores fluminenses na economia do estado do Rio para os próximos três meses apresentou nova melhora em junho, a terceira alta seguida. Questionados sobre as expectativas em relação à retomada da economia no próximo trimestre, o levantamento registrou um aumento no percentual de consumidores que estão confiantes ou muito confiantes, indo de 29,9% em maio, para 44,5%.

Por outro lado, 36,5% dos entrevistados estão pessimistas e muito pessimistas, em maio eram 51,1%, redução de 14,6 pontos percentuais. Os entrevistados que acreditam que não haverá alteração se manteve estável, atingindo 18,9% dos consultados, antes eram 19%.

Com relação a confiança na economia nacional, cerca de 51,2% dos consumidores entrevistados se mostraram confiantes ou muito confiantes, proporção bem superior ao constatado em maio (35,2%), alta de 16 pontos percentuais. O indicador referente aos que estão pessimistas ou muito pessimistas sofreu nova queda, indo de 47% para 32,9%.

Renda Familiar

A porcentagem de fluminenses que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar no próximo trimestre apresentou uma nova redução, indo de 37,7% para 22,6%. Em março esse percentual era de 60,8% dos entrevistados. As três quedas consecutivas acumulam uma queda de 38,2 pontos percentuais. O total dos que creem que a situação econômica de suas famílias continuará como está subiu de 39,6% para 44,5%. Os entrevistados que acreditam que a renda aumentará de alguma forma, subiu pelo terceiro mês seguido, alcançando 32,9% dos consumidores, em maio (22,7%) e abril (15,1%), representando uma diferença de 17,8 pontos percentuais no consolidado.

Endividamento e Inadimplência

O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados diminuiu de 57,6% em maio, para 50,2% em junho. Os que se dizem pouco endividados se manteve estável em 20,3%. Já o percentual de consumidores não endividados subiu de 20,6% para 29,6%. A porcentagem de entrevistados inadimplentes ou com muitas restrições apresentou uma leve redução nessa pesquisa: de 40,5% para 37,5%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes diminuiu de 18,1% para 17,9%. Já o número de cidadãos sem restrições teve leve alta: de 41,4% para 44,5%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (65,4%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (39,5%), crédito pessoal (33,3%), pelos carnês (21%), além de cheque especial (20,4%) e aluguel (18,5%).

Consumo de bens duráveis

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 26,9% dos consumidores afirmaram que pretendem aumentar esse tipo de consumo, em maio eram 36,7%. Outros 49,5% responderam que esperam gastar menos, no mês anteiro foram 30,3%. Já 23,7% pretendem manter esses gastos, na sondagem passada foram 33%.

Realizada entre os dias 10 e 16 de junho, a sondagem contou com a participação de 301 consumidores do estado do Rio de Janeiro e teve como objetivo entender quais as expectativas dos fluminenses com relação a retomada da economia do estado do Rio e brasileira, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.

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