Fome atinge mais da metade dos fluminenses; 2,7 milhões não têm o que comer

Os dados são regionais, referentes ao 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil

O Estado do Rio de Janeiro tem mais de 2,7 milhões de pessoas passando fome. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (23), mais de 57% da população do estado, de 17,4 milhões de pessoas, passa por algum nível de insegurança alimentar. As informações foram publicadas pelo prtal G1.

Os dados são regionais, referentes ao 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.

A fome quadruplicou no Rio de Janeiro: em 2018, a porcentagem de fluminenses passando por insegurança alimentar grave era de 4,2% da população. Nesta última pesquisa, o número passou para 15,9%.

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Série de reportagnes do DIÁRIO DO RIO sobre a fome no estado

O levantamento é realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN).

No dia 8 de junho, o mesmo relatório demonstrou que o Brasil possui mais de 33 milhões de pessoas passando fome. São 14 milhões a mais em comparação com 2020.

Entre os que passam por insegurança alimentar grave e moderada, pretos e pardos estão mais presentes: de acordo com a pesquisa, 37,6% sofrem de algum nível de fome.

O percentual de mulheres que passam pelo mesmo problema é semelhante: 38,6%.

As estatísticas também indicam que 68,6% dos desempregados e 42,2% dos que estão no trabalho informal também são acometidos por insegurança alimentar moderada ou grave.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Meu Deus!!!!!
    Que tipo de jornalismo vocês fazem?
    Revejam já seus conceitos, assim não irão ter credibilidade.
    Eu pesquisei a mesma fonte do G1 e fiz uma matéria completamente diferente publicada no G1 e no vosso jornal.

  2. Quanta irresponsabilidade nas publicações!
    Já viram o número de moradores de rua ?
    E onde esta as prefeituras ou responsáveis pelo ” social” ? Recentemente reportagem publicou o número de delinquente “escondidos” nas ruas, como supostos sem tetos, onde, se forem averiguar com seriedade, verão que muitos tem famílias e estão nas ruas vagabundando mesmo. Outros vieram do nordeste, e se perderam nas drogas, que certos vadios, querem legalizar. No mais, os supostos pobres, tem um celular , unhas de gel, cabelos estilizados, churrascos e cervejas no FDS. Bancados pelos auxílios emergenciais do governo federal. Abaixo a hipocrisia!

  3. Pelo amor de Deus, vocês precisam ler antes de publicar. Jornalismo é precisão, antes de tudo.

    O relatório foi escrito com pesquisas feitas há meses. Se 2,7 milhões passassem fome (não têm o que comer), já teriam morrido todos.

    É óbvio, então, que ou o jornal aqui saltou conclusões e interpretou errado ou quem vocês copiaram isso fez uma conclusão marqueteira e política.

    Muito mais provável que o problema, na verdade, seja “pular refeições” ou desnutrição em diversos níveis – até sim, verdadeiros famintos. Talvez não falem em desnutrição porque não dá manchete no jornal.

    O número verdadeiro de pessoas passando fome a rigor por lógica deve muito muito mais baixo, senão estaríamos vendo caixões e mais caixões por aí: 2,7 milhões de pessoas só no RJ é muita gente.

    Mas numa época em que se pede para “respeitar a ciência”, deve-se respeitar também o senso das palavras.

    • Muito bem dito. Li num viaduto no Rio uma frase inspiradora. ” Somos roubados porque não reclamamos”. Bem isso. Quantos leram a matéria? E quem comentou? Pois e.

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