George Neder, candidato a vereador, e Fred Luz, candidato a prefeito

Fred Luz responde a artigo de opinião de Quintino Gomes

Meu caro Quintino, a ira não é boa conselheira e o debate é prova da possibilidade de convivência dos contrários.

Você pegou horror do NOVO. Sei que, com mais paciência, refletindo melhor, você concluirá que o NOVO é o espaço próprio para quem pegou horror, eu diria, nojo, da maneira como se faz a política nos partidos tradicionais e no Rio de Janeiro. Não posso duvidar que você seja de direita e um liberal, por isso tenho esperança que você reveja seus conceitos.

Você está envolvido com a política há mais de duas décadas e, como diz, já viu de tudo. Eu estou na política há pouquíssimo tempo, porque também já vi de tudo e o tudo que vi me cansou. Eu teria dois caminhos: resmungar por toda a vida ou agir. Preferi agir contra o tudo que você já viu. Contra políticos que estão na política para arrancar do Estado o que conseguirem via ocupação, corrupção e malandragem.

O Novo nasceu para ser um espaço para as pessoas que já viram de tudo e não gostaram do que viram. A minha campanha não é raivosa, não no tom de raiva que você dá à sua crítica. A minha campanha é a campanha da revolta e da inconformidade com os políticos que mentem pra caramba e quando não roubam deixam roubar.

Sobre o fundo eleitoral, meu caro, nada mais liberal do que rejeitá-lo, porque nós, liberais, entendemos que o Estado não deva financiar campanhas eleitorais e que o princípio fundamental de uma campanha é o poder de convencer o dinheiro. É fácil tirar da “viúva” mas, do cidadão chamado a participar de uma campanha com dinheiro, é fácil não. Sabe por quê? Porque a disputa se dá no campo das ideias e das propostas.

Você sabe melhor do que eu a origem do fundo eleitoral. Mas, não me custa ajudar você a entender. Antes de Collor, só as pessoas físicas financiavam por dentro as campanhas. Caixa dois corria solta. Então, resolveu-se oficializar o caixa dois, autorizando-se as empresas a financiar as campanhas. O que fizeram os candidatos e as empresas? Visite a obra deles nas páginas policiais. Apanhados, preferiram, então, arrancar do Tesouro, sem intermediários, diretamente, no cofre.

Eu tenho como aplaudir isso? Posso bater palmas para um modelo que me obriga a financiar a campanha de quem eu não acredito que será o mais indicado? Lembro que o Novo devolveu R$ 35 milhões do fundo eleitoral para o governo aplicar em políticas públicas, não para perpetuar aqueles que estão destruindo as cidades e a vida dos brasileiros.

Somos sim, meu caro, talvez não os melhores, mas por enquanto os únicos. E, entre os candidatos à Prefeitura do Rio, sou eu, sim, o único que nunca sentou numa das cadeiras do poder na cidade. Por isso, tenho, sim, autoridade moral para dizer em alto e bom som: se o Rio vem descendo ladeira abaixo como cidade e perdeu importância econômica, política e até autoridade diante do mundo e terminou por se transformar num lugar onde o crime corre solto nas ruas e nos gabinetes, não fomos eu nem o NOVO os responsáveis por isso.

É só o que digo na minha campanha. Insisto. Se você é, como creio, uma pessoa com bons propósitos e é um liberal de fato, o único espaço pra você hoje é o NOVO. E se você quer o bem do Rio, como acredito que você queira, eu sou o candidato. Sou gestor, de fato, meu caro. Gestor não deixa rombo, obras por acabar, obras que matam e, acima de tudo, faz qualquer coisa pelo poder. Deixo aqui o meu convite. Venha com a gente mudar o Rio.

Fred Luz

FredLuz foi entrevistado pelo DIÁRIO DO RIO

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