Foto: Reprodução/Internet

Nesta sexta-feira (22/05), enquanto o Rio de Janeiro chegava a 3.657 mortes causadas por Coronavírus e 33.589 casos confirmados da doença, segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Saúde, o Hospital Estadual Anchieta, localizado no Caju, bairro da Zona Portuária da cidade, apresentava cerca de 30 leitos desocupados e operava sem nenhum médico no Centro de Terapia Intensiva (CTI). A denúncia foi realizada por funcionários da unidade.

Segundo os profissionais, a direção do hospital justificou a situação devido a um ”embate político”: a Organização Social (OS) que administrava o local não estaria recebendo os repasses do governo e paralisou as transferências, em meio à falta de insumos.

”A gente está achando um absurdo porque o hospital está todo paramentado, está novo e foi montado pra isso. Colocaram todo um sistema de ventilação. Eu vi vários respiradores saindo da caixa, tudo novo, não tem nem um mês, pronto pra ser usado. Trabalhamos em outros lugares, a gente vê como está a superlotação das UPAs, cheias de pacientes precisando de vagas no CTI, e elas não estão podendo ser utilizadas por causa de uma briga política”, desabafa um dos funcionários, que não quis se identificar.

O Hospital Anchieta foi designado pelo Governo do RJ para ser uma das referências no combate à pandemia no estado. Ao todo, são 74 leitos, sendo 60 de enfermaria e 14 de CTI. Todos eles são equipados com respiradores recém-adquiridos.

Por meio de nota oficial, a Secretaria Estadual de Saúde disse que o hospital está ”plenamente abastecido de insumos e medicamentos” e negou a ausência de médicos no local, ressaltando que a ocupação dos leitos deve ser gradativa, uma vez que a unidade foi inaugurada há 43 dias.



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