Ganime: Mais liberdade para tirar o Brasil da crise”

O deputado federal Paulo Ganime defende que a iniciativa privada pode ajudar o Brasil sair da crise e cita exemplos no Rio de Janeiro

Foto de Nicola Barts no Pexels

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

É muito comum as pessoas atribuírem ao Estado a responsabilidade por tirar o país da crise econômica. Para mim, há muito mais chances de que esse modelo coloque o País em crise do que solucione uma crise. O ambiente estatal é contaminado pela política fisiológica, pela má gestão, populismo, privilégios e outras coisas que tiram o foco do que realmente precisamos para nos desenvolvermos como sociedade. Quem de fato tem o potencial para ajudar o país é o próprio cidadão, pois na prática é quem de fato produz, investe e gera oportunidades. A iniciativa privada é fundamental para ajudar o país a se recuperar economicamente, inclusive, de forma mais rápida e sustentável. Temos que dar liberdade para quem quer produzir, trabalhar, inovar e gerar oportunidades.

O Estado também emprega? Sim, mas sempre às custas do pagador de impostos. Um ciclo que não se sustenta sozinho. Seu papel precisa ser reduzido e muito mais focado no que realmente lhe compete, em temas como saúde, educação e segurança, procurando melhorar estes serviços. Cabe ao poder público não atrapalhar, não burocratizar, não engargalar, pois assim as pessoas, as empresas e demais entidades privadas farão o seu papel e com qualidade.

Com um ambiente de negócios favorável, incluindo segurança jurídica, carga tributária reduzida e equalizada e capital disponível para investir, a atuação simples da iniciativa privada já ajuda a resolver problemas. Empresas e investidores abarcam investimentos para resolver demandas da sociedade, gerando empregos e, claro, trazendo lucratividade. E com a lucratividade, temos mais mercado, com mais oportunidades, investimentos, empregos e possibilidades. Um ciclo virtuoso que, se bem utilizado, permite que a sociedade se desenvolva. Ainda mais em um país como o Brasil, com tantas riquezas.

No Brasil ainda temos um longo caminho a percorrer, mas, mesmo assim, a iniciativa privada por aqui já atua para tentar melhorar a realidade. Em meu mandato tenho contato com a realidade do Rio de Janeiro. Temos exemplos interessantes. Estive na última segunda-feira participando da inauguração do Centro de Abastecimento de São Pedro da Aldeia – CEASP. Um grande projeto que nasceu da confiança de um empreendedor carioca, o Gustavo Scarambone, tornando o empreendimento no maior centro de abastecimento de alimentos e logística do interior do estado do Rio de Janeiro e que irá impulsionar não apenas a economia da cidade, mas também de toda a região.

Outra iniciativa importante é o Serratec (Parque Tecnológico da Região Serrana), onde os empresários uniram forças para driblar um problema no mercado de Tecnologia da Informação: falta de profissionais qualificados. As próprias empresas investiram na formação de mão de obra para atender à demanda crescente na região numa parceria com a Firjan e com sindicatos do setor. E esses profissionais são absorvidos pelas 170 empresas que fazem parte da iniciativa, gerando mais de 3 mil empregos diretos nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

No contato com municípios, tive a oportunidade de conhecer a ADR Líder Vale – Agência Líder de Desenvolvimento Regional do Vale Médio Paraíba criada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), envolvendo empresas privadas, representantes do poder público, do terceiro setor e de universidades públicas e particulares. A proposta é incentivar as lideranças locais a trabalharem por toda a região e não apenas por um único município, implantando ações para o desenvolvimento sustentável com foco econômico e social em 12 cidades.

E não são apenas as grandes empresas e instituições que podem exercer esse papel. Como citei, a chave está nas pessoas ou em grupos de pessoas interessadas em mudarem sua realidade. É o caso da Dona Dora, sobre a qual falei no artigo da semana passada, uma artesã de Nova Iguaçu que reuniu empreendedores da cidade para desenvolver a economia solidária através de capacitações e incentivos ao empreendedorismo local. São mais de 100 artesãos e agricultores familiares, gerando somente no campo cerca de 200 empregos diretos.

O Brasileiro por si só tem muito potencial. Somos um povo trabalhador, que corre atrás e que mesmo em meio a crises recorrentes, continua batalhando. Se tivermos mais liberdade para empreender, menos burocracias e mais segurança, seja para empreender ou até ir e vir, temos qualidades de sobra para fazermos o certo. O poder público precisa urgentemente realizar as reformas e privatizações para reduzirmos a interferência do Estado na vida das pessoas e assim percorrermos o caminho do desenvolvimento com mais velocidade. É possível irmos mais longe do que esperamos.

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