Foto: Roberto Siqueira, gerente do bar Copabossa

Nesta segunda-feira (07/06), Roberto Siqueira, gerente de um bar em Copacabana, na Zona Sul, registrou um boletim de ocorrência em que afirma ter sofrido ofensas racistas de uma cliente do estabelecimento. Segundo ele, as ofensas ocorreram em mais de uma ocasião.

No registro, Roberto conta que estava no Copabossa, bar onde trabalha, e ouviu uma cliente o chamando de “macaco fedorento”, “crioulo maldito” e dizendo que “odeia macaco”, se dirigindo a ele. Ele relatou ainda que enquanto atendia a cliente, perguntou se ela desejaria dois copos e recebeu ofensas como resposta. A mulher perguntou se ele achava que ela “tinha duas bocas”, afirmou que “preto é burro” e que “por isso não gostava de preto”.

De início não acreditei que estava acontecendo aquilo. Dois dias antes, no dia 4, já tinha percebido risos em minha direção vindos dela. Ouvi frases racistas mas não tinha certeza que eram direcionadas a mim“, contou.

Roberto afirmou que preferiu não confrontar a autora das ofensas por estar no ambiente profissional. Por isso, se afastou e pediu que outra funcionária atendesse a mesa. No entanto, ele afirma que deseja representar criminalmente contra a mulher.

Ele destacou que os amigos da cliente riam da situação: “Rindo da minha humilhação. Rindo da minha não reação. Rindo de que? Racismo não é engraçado. Pela primeira vez senti o racismo de forma tão agressiva e direta. Ainda estou digerindo tudo o que aconteceu“.

3 COMENTÁRIOS

  1. São argumentos negacionistas, representados pela opinião do Moisés abaixo, que fazem com que o racismo perdure. Sempre tratam o racismo como algo menor, como brincadeira. Não têm empatia pela vítima.

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