Governador do Rio quer concluir a reforma dos bondes de Santa Teresa

Moradores do bairro se reuniram com representes do governo do Estado e apresentaram uma série de reivindicações para o sistema de bondes

Acidente com bonde em Santa Teresa matou seis pessoas e deixou mais de 50 feridas / Foto: Felipe Hanower (O Globo)

Em reunião na Associação de Moradores de Santa Teresa (AMAST), na tarde da última quarta-feira (30), o secretário de Estado de Transporte, André Luis Nahass, adiantou que o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está determinado a concluir as obras do sistema de bondes de Santa Teresa, bairro do Centro do Rio. Segundo o jornal Capital Cultural, também estiveram presentes à reunião, o subsecretário André Alexandre e a representante da Secretaria de Governo, Priscila Sakalem.

Na reunião, André Luis Nahass admitiu que os problemas com sistema de bondes do bairro atravessam vários governos sem solução. Mas ele disse que o governador que colocar um ponto final no descaso com o qual a população de Santa Teresa tem sido tratada.  

“Sei que para vocês é difícil se reunir com órgãos do governo para falar sobre a recuperação do sistema de bondes, pois, foram muitos encontros, com vários governos e nada foi resolvido. Essa reunião é exatamente para assumir o compromisso de que não mediremos esforços para que as obras sejam retomadas o mais rápido possível”, disse Nahass ao jornal.

Os problemas com os bondes de Santa Teresa se arrastam pelas administrações de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel. O principal entrave para a execução das intervenções foi a rescisão do contrato da empresa responsável pelas obras em virtude das paralisações impostas por essas administrações.

Reunião entre representantes do governo do Estado e moradores de Santa Teresa / Divulgação

Segundo o Secretário de Transportes, a melhor saída para o imbróglio dos bondes é uma negociação com a empresa para que ela retome a execução das intervenções. Para o secretário, abrir um processo de licitação para a contratação de uma nova empresa seria um processo ainda mais demorado.

Na semana que vem, após a posse da nova diretoria que administra o sistema de bonde, haverá uma nova reunião para discutir os detalhes da recuperação do sistema. Até lá, o governo do Estado, segundo André Luiz Nahass, terá adiantando o processo de negociação com a empresa que estava à frente das obras do sistema de bondes.

Durante a reunião com a AMAST, o presidente da instituição, Paulo Saad, apresentou uma lista de reivindicações dos moradores de Santa Teresa às autoridades presentes, sendo que a principal delas é a recuperação do ramal Paula Mattos, que teve as operações suspensas, em 2011, após o acidente que vitimou 6 pessoas e deixou outras 56 ficaram feridas.

A representante da Secretaria de governo, Priscila Sakalem, disse que Cláudio Castro está solidário às dificuldades de mobilidades enfrentadas pelos moradores do bairro. Em conversas com populares durante o lançamento do “Programa Bairro Seguro”, em outubro do ano passado, Castro percebeu a necessidade de finalizar as intervenções no sistema de bondes.

“Desde o dia 16 de outubro do ano passado quando o governador esteve em Santa Teresa para o lançamento do “Programa Bairro Seguro” e conversou com os moradores, em momento algum, deixou de demonstrar preocupação com o sistema de bondes. Uma das preocupações de toda equipe é com a mobilidade urbana e, neste contexto, há um olhar muito especial sobre os bondinhos de Santa Teresa. Esse é um primeiro encontro, outros virão e acredito que dentro de um prazo razoável estaremos atendo o desejo dos moradores e de toda cidade que é também um desejo do governador e os bondes estarão circulando em melhores condições”, disse Sakalem.

Abaixo, as reivindicações da AMAST apresentadas aos representantes do governo do Estado do Rio.

1- Restauro do Sistema de Bondes de Santa Teresa:

1.1 – Continuidade da obra permanente e da Rede Aérea do Ramal Paula Mattos do Guimarães ao Largo das Neves;

1.2 –  Continuidade de contrato de fabricação de seis VLTs com a TTrans, os novos bondes de passageiros e dois bondes de serviço;

1.3 – Restauro dos bondes originais “americanos” que estão na oficina, incluindo os seis bondes de passageiros e dois de serviço;

1.4 – Complementação da reconstrução da Oficina, instalação e equipamentos que permitam a volta dos serviços internos de manutenção preventiva e corretiva, tanto dos VLTs quanto dos bondes americanos;

1.5 – Transferência dos bondes que estão na Estação da Carioca submetidos às intempéries, para a Oficina do Guimarães;

2 – Sobre a atual situação da operação e da manutenção dos sistema:

2.1 – Aumento da jornada diária e diminuição dos intervalos entre viagens;

2.2 – Garantias de recursos para a manutenção dos VLTs – novos bondes para a regularidade dos serviços e ganhos da fixação da demanda dos moradores;

2.3 – Contratação de pessoal, especialmente para suprir a falta de motorneiros, garantia da regularidade da jornada e do números de viagens;

2.4 – Garantia de assentos para moradores nas saídas da Estação Nelson Motorneiro da Carioca e reservas de assentos para o embarque de moradores no meio do itinerário, compondo um total de 50% da lotação;

2.5 – Esclarecimento sobre os objetivos da operação como transporte publico;

2.6 – Campanha por melhor funcionamento dos bondes como transporte público, divulgação das regras do sistema, do bom relacionamento, da necessidade de cadastramento e da posse da carteira de morador-usuário, etc.

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1 COMENTÁRIO

  1. Melhor conceder a empresa para algum ente privado e fazer igual o VLT Carioca: oferecer uma mesada mensal (e pagá-la). Menos dores de cabeça pro Gov. Estado, garantia que irão cuidar direito dos ativos e garantia de que irão usar todos os ramais existentes.

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