Prédio da Cedae no Centro do Rio - Foto: Breno Carvalho/Agência O Globo

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (16/06), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deu detalhes sobre a divisão dos quase R$ 23 bilhões arrecadados com o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), ocorrido na último dia 30/04.

Dos exatos R$ 22,689 bilhões angariados, o estado terá direito a R$ 14,478 bilhões. Já os 28 municípios fluminenses que concordaram com a privatização da companhia ficarão com R$ 7,688 bilhões, que serão divididos entre si. O montante, vale ressaltar, será pago em 3 parcelas: a primeira ainda este ano, a segunda em 2022 e a última em 2025.

”É uma concessão que trará à nossa população o básico: água e saneamento. Nenhuma outra concessão impactou ou vai impactar tanto a nossa população quanto a concessão dos serviços de água e esgoto”, disse Castro.

O objetivo é que, até 2033, 99% da população do RJ (cerca de 9,3 milhões de pessoas) tenha acesso à água. Para tal, o investimento nesses 12 anos deve ficar na faixa dos R$ 27 bilhões.

Ademais, serão liberados R$ 1,8 bilhões para comunidades não urbanizadas; R$ 2,9 bilhões para a Bacia do Guandu; e R$ 2,6 bilhões para a Baía de Guanabara. Outros R$ 250 milhões serão destinados à despoluição do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com informações do Governo do RJ, atualmente são despejados, por dia, 223 milhões de litros de dejetos nos rios e bacias do estado. Com a previsão de melhorias até 2033, ao menos 201 milhões de litros de esgoto não serão mais despejados.

Vale lembrar que, durante o leilão, dos 4 blocos colocados à venda, apenas 3 foram adquiridos. O Bloco 3, que não apresentou interessados, deve ser posto à concessão novamente até o final do ano, segundo Cláudio Castro.

2 COMENTÁRIOS

  1. A maior parte do arrecadado vai ser desviado para supostamente obras de melhoria no complexo lagunar de Jacarepaguá, incluindo a lagoa de Marapendi… Ou seja, beneficiará uma parte da sociedade desses muitos moradores foram clientes de construtoras responsáveis pela predatória expansão imobiliária na região com seus Condomínios que lançam diretamente nos canais da região e, portanto, deveriam ressarcir e dessa verba eles próprios arcarem a recuperação.

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