Foto: Divulgação

O baixo volume de chuvas, que acendeu o sinal de alerta em todo o país, levou o Governo do Estado do Rio de Janeiro a criar um Comitê de Segurança Hídrica composto por técnicos da Secretaria da Casa Civil, Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade, Cedae e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A medida foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (24/09). O objetivo é, de forma preventiva, lançar um plano de ações com soluções para conter os impactos da situação hídrica.

A iniciativa faz parte do Plano Verão, com ações de curto prazo integradas para a qualidade da água e do ecossistema da Bacia do Guandu, que hoje abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Vamos atuar de forma preventiva, com um grupo extremamente técnico, para tomar providências que evitem uma situação mais crítica. Ao mesmo tempo, também estamos trabalhando para melhorar a qualidade da água fornecida à população – afirmou o governador Cláudio Castro (PL).

Abastecimento

A Cedae acompanha todos os dados sobre a variação dos níveis dos rios onde capta água. Os dois principais sistemas de abastecimento – Guandu e Imunana-Laranjal – operam, hoje, normalmente, sem redução na produção de água.

No entanto, a estiagem reduziu a produção em alguns sistemas de abastecimento menores. Por isso, a Cedae não trabalha com alerta de racionamento de falta d’água no momento, mas orienta que a população economize.

O problema é grave, a cidade de Maricá já sofre com problemas de abastecimento, o nível de captação do Rio Ubatiba, que abastece a cidade, está em 30%. A queda foi de 15 p.p. em menos de 15 dias. O jornalista Felipe Lucena do DIÁRIO DO RIO chamou atenção para o fato que todo o estado do Rio de Janeiro pode ter falta d´água, já que os níveis se encontram abaixo da média histórica.

Ações do estado

Uma das iniciativas do grupo é o Plano Verão, focado na Bacia do Guandu, que consiste em medidas para reduzir sensivelmente os riscos de falta de água e a ocorrência de geosmina durante esse período. Entre as ações, destacam-se a Implantação de Unidades de Tratamento de Rios (UTRs) na Baixada Fluminense, diminuindo a poluição de rios da região; aumento do volume de bombeamento do Rio Guandu para as lagoas próximas à estação de tratamento de água, como forma de renovar a água, baixar a temperatura e reduzir os fatores que contribuem para a concentração de algas produtoras da geosmina; e desassoreamento dos rios que desaguam no Guandu antes, portanto, da captação para tratamento na ETA Guandu.

O plano conta ainda com o Programa Sanear Guandu, que atenderá as áreas atualmente localizadas fora do perímetro de concessão dos serviços de saneamento por meio de sistemas alternativos de esgotamento, evitando o lançamento diário de três toneladas de carga orgânica na região; automação e modernização das Estações de Tratamento de Água (ETAs); plantio de árvores, ações de reflorestamento e proteção de mananciais e matas ciliares; construção da nova estação de tratamento do Guandu – Novo Guandu; e adoção de medidas para aumentar a oferta de água nos municípios do interior.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui