Foto Cleomir Tavares/ Diario do Rio

O governo federal deve iniciar em abril a venda de um conjunto de terrenos e imóveis no município do Rio. Ao todo, são 2.264 prédios que serão serem leiloados e vendidos em blocos, sendo o primeiro em abril e maio, no que o governo batizou de “feirão” de prédios e terrenos.

A intenção do governo, nesta primeira fase, é vender 50 imóveis e levantar R$ 1 bilhão. Os imóveis estão localizadas no centro e na região do Porto Maravilha. A venda também integra o plano da prefeitura de revitalizar a região central da Capital Fluminense.

O governo já lançou o edital para a venda do primeiro bloco, que inclui o emblemático prédio Joseph Gire, o famoso edifício A Noite, na Praça Mauá, que conta com mais de 38 mil m2 de área construída. Além dele, está na lista da primeira etapa o terreno do galpão da Caserj, na região do Porto Maravilha, com mais de 6 mil m2. Juntas, essas duas unidades têm valor mínimo de venda de R $122,1 milhões.

Tomada aérea da Zona Portuária do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

Outros equipamentos públicos estão com edital em elaboração e serão vendidos até junho, de acordo com o Ministério da Economia, entre eles: o edifício Eng. Renato Feio, prédio da antiga RFFSA, com mais de 30 mil m2 de área construída, no Centro; e o edifício da antiga Rádio MEC, na praça da República, com 3,5 mil m².

Rádio Mec na Praça da República, no Centro do Rio (Foto: Reprodução Google)


A gente está começando pelo Rio porque estamos fazendo uma parceria com a prefeitura para ajudar a revitalizar o centro da cidade. Estamos fazendo uma conexão com o Porto Maravilha, com imóveis emblemáticos”, disse o secretário de Desestatizações do Ministério da Economia“, Diogo MacCord ao Jornal O Globo.

O secretário afirmou o objetivo do governo é ampliar os “feirões” de imóveis da União para todo o Brasil. Ele diz que agora será possível acelerar a venda por conta de uma lei que facilita a venda de ativos pela União.

A nova lei permite descontos em imóveis de propriedade da União, caso não haja compradores na primeira tentativa de leilão. A medida também autoriza a venda direta dos imóveis. Além disso, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) passou a vender os imóveis do INSS.

As mudanças, além da escala na venda dos imóveis e o fato deles serem vendidos em “feirões”, fazem o secretário acreditar que será possível vender todos as unidades que o governo disponibilizou.

São 2.264 imóveis abandonados pela cidade que estão ali esperando serem invadidos, dominados pelo tráfico, estão caindo aos pedaços, como é o Edifício A Noite. Com esse choque de oferta a gente garante uma cidade mais bonita, fora a geração de emprego e renda. A gente está falando de reforma de prédios e novas construções porque tem muito terreno“, disse MacCord.

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