A baixa densidade populacional do Porto Maravilha é sempre tratada como uma dificuldade para que a região se desenvolva ainda mais. A questão foi debatida no painel Empreendimentos residenciais e comerciais na Região Portuária.



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Marcelo Conde, filho do ex-prefeito Luiz Paulo Conde, diretor presidente da STX Desenvolvimento Imobiliário, durante painel, apresentou uma lista de sugestões de ações estratégicas para estimular o investimento em projetos de moradias na Região Portuária. Entre eles estão a Criação de áreas verdes, Aumento da segurança local, Tratamento da encosta e urbanização do Morro da Providência, Integração da região com a via expressa Rodrigues Alves, Continuidade da Orla Conde em direção ao Cais da Gamboa, Estímulo legislativo à tipologia residencial, Estímulo ao retrofit dos casarios da Gamboa, Flexibilização de parâmetros do Inepac e do Iphan, Redução do custo das CEPACs e Maior oferta de estacionamentos.

De acordo com publicação do site Diário do Porto, a STX realizou um estudo de viabilização para a obra interrompida do projeto Porto Vida, um complexo de uso misto inacabado perto da Rodoviária do Rio e da estação final Praia Formosa, do VLT Rio. Fica ao lado da torre construída pela Odebrecht para ser um hotel com a bandeira Holliday Inn, o maior hotel da Região Portuária. A torre se destaca no cenário da região próxima à Rodoviária do Rio, mas está desativada.

O Porto Vida previa mais de 2 mil unidades residenciais, projetadas para atrair diversos públicos, torres de uso estudantil e sênior, além de escritórios, shopping, ampla área de lazer e estacionamento.

O empresário apresentou, ainda, um esboço feito pela STX de uma ilha artificial na Baía de Guanabara para um resort integrado do bilionário americano Sheldon Adelson. Trata-se de um complexo turístico com centro de convenções de 88 mil metros quadrados, arena de espetáculos, cassino e duas torres hoteleiras, com um total de 1.700 unidades. Conectado pela Orla Conde, a ilha teria fácil acesso de pedestres, automóveis, iates e até transatlânticos, tornando-se um polo internacional de lazer e comércio.

O Porto Maravilha é a bola da vez. A demanda reprimida por moradias ali é enorme, e os escritórios que fizeram já estão quase que totalmente ocupados. Estamos trabalhando ativamente esta região”, diz Wilton Alves, diretor da Sergio Castro Imóveis, primeira imobiliária a instalar-se na região, com uma filial especializada em vendas e locações no local.

Fábio Quintino, subsecretário estadual de Habitação, falou sobre a dificuldade representada pelos preços dos Cepacs (certificados para construção acima do gabarito) para os empreendimentos imobiliários na região. Fábio defende que o banco adote a estratégia de vender por preços mais baixos os Cepacs para os primeiros empreendimentos residenciais, contribuindo para estimular o mercado e valorizar o próprio patrimônio do banco, maior proprietário de imóveis no Porto Maravilha e detentor do direito de construir acima dos gabaritos básicos nas áreas mais valorizadas da região.

“Isso é necessário para que as pessoas não só trabalhem, mas também morem aqui”, afirmou Fábio Quintino.

Outros especialistas também saem em defesa da ocupação maior da Zona Portuária.

“É muito importante a maior presença de pessoas morando na Região Portuária. Com ideias bem trabalhadas, essa presença residencial no Porto tanto pode dar resultados econômicos de médio prazo como pode reverter o quadro de crescimento desordenado do território urbano. Sempre falamos muito das empresas, mas a cidade é antes de um lugar de morada e de conquista da vida. Mais pessoas vivendo juntas e em melhores condições atrairão mais negócios e investimentos. Essa é a base de uma boa cidade. Política habitacional é construir bairros, espaços públicos, endereços e bons lugares”, disse o arquiteto e urbanista Washington Fajardo, que teve forte atuação na renovação do Porto Maravilha, durante a gestão Eduardo Paes à frente da Prefeitura da cidade do Rio.

8 COMENTÁRIOS

  1. Realmente, a Zona Portuária é bem desmerecida. Uma área que tem tudo pra dar certo, falta apenas boa gestão na SEGURANÇA. Acredito que isso seja o primordial, tanto para investimentos, idem para o comércio, e obviamente para o Turismo.

    Obs: Também sou louco para morar na Gamboa ou Saúde, são bairros históricos, aprazíveis, próximos de tudo.

  2. Estou pronto para morar na região portuária, mas desde que ocorra uma revitalização verdadeira! É uma região que possibilita acesso rápido para as outras áreas da cidade. Para ser atraente, além da segurança, a região tem que contar com comércio e serviços que atendam os moradores. Hoje, na zona portuária, é difícil encontrar uma padaria!

    • Já abocanharam bastante do governo. Agora querem mais e mais…

      Quer ocupar a área? Moradias populares.

      Ah… mas não é essa gente que querem por lá, não é!?

      Cidade vendida.

  3. Sobre aquele esqueleto abandonado perto da Rodoviária porque não fazem um Shopping? Seria sucesso garantido graças ao fluxo de pessoas que passam pela Rodoviária e seria uma opção a mais para turistas e visitantes que embarcam e desembarcam ali além de ajudar na revitalização do local. Eu não entendo como aquela área da Rodoviária não recebe um projeto de revitalização já que é a entrada da cidade? Os nossos governantes e investidores da iniciativa privada são muito burros, ali é a entrada da cidade, tem que fazer uma boa impressão, revitalizar, embelezar, melhorar a estética urbana. Falando em shopping, e sobre o shopping no Moinho Fluminense, alguma notícia?

  4. Só estou esperando lançar o primeiro projeto residencial no Porto para já começar a financiar, haha. Amo a área do corredor cultural que se estende da Orla Conde até a Roda Gigante Rio Star (Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio Praça Mauá, Mural do Kobra, Aqua Rio). Muitas atrações em um lugar só e é um novo ponto turístico da cidade, sou apaixonado

  5. Blá blá blá, não sai disso no Rio de Janeiro, cidade linda com pessoas pensantes que não sabem o que fazer. Desde o governo Cabral que eu ouso falar no porto maravilha de construir apartamentos, edifícios empresárias e nada aconteceu, mais o prédios que foram construídos estão lá vazios. A corrupção destrói uma cidade e deixa o seu povo pobre. Nos países ricos a coisa é diferente, lá as coisas acontecem de verdade: uma cidadezinha americana da de 1000 nas cidades grandes do Brasil, em tudo.

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