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Grupo de mulheres fará travessia de canoa polinésia entre o Rio de Janeiro e Paraty

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Treze mulheres com idades entre 38 e 60 anos serão as protagonistas de um desafio: remar durante três dias do Rio de Janeiro até Paraty. Promovida pela Associação VagaLume Va’a, clube de canoa polinésia, a equipe vai margear 180 quilômetros do litoral fluminense entre a Marina da Glória, na capital, e a BR Marinas Paraty, na Costa Verde. Com uma tripulação 100% feminina, a travessia a bordo da canoa Ngaru tem como um dos principais objetivos incentivar outras mulheres de qualquer idade a começar a praticar esportes, aumentando sua autoestima e qualidade de vida.

  • A importância deste projeto é incentivar as mulheres na prática da canoagem com foco na superação de desafios e no trabalho em grupo”, afirma Giselle Banjar Leal, presidente da Vagalume Va’a e uma das organizadoras do evento que conta com o apoio da BR Marinas, maior rede de marinas do Brasil, e da Copra, empresa pioneira e referência na produção de óleo de coco extra virgem no Brasil.

A travessia terá início em 2 de fevereiro, não por acaso a data em que se homenageia Iemanjá, a Raínha do Mar no candomblé, e também dia em que a VagaLume comemora o seu aniversário. O percurso no primeiro dia de viagem será feito entre a Marina da Glória, onde fica a sede da Vagalume Va’a, e a Praia do Abraãozinho, localizada na Ilha Grande. A ideia é que cada participante reme 60 km no primeiro dia e cerca de 40 km no segundo, quando chegarão à Praia do Vagabundo, em Paraty. No terceiro dia, as integrantes da equipe seguirão para a BR Marinas Paraty, onde a canoa será desmontada e enviada por terra de volta ao Rio. O veleiro Minna, de 40 pés, dará apoio durante todo o tempo às esportistas que descansarão nele nas trocas de turno, a cada 30 minutos, e dormirão em suas instalações nas duas noites do percurso.

  • Somos entusiastas da canoa polinésia, esporte que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Todos os dias acompanho as meninas aqui na Marina da Glória e, com entusiasmo, desejo boa sorte nesse desafio. Que venha sempre mais!“, afirma Gabriela Marins, CEO da BR Marinas.
As treze mulheres vão percorrer 180 quilômetros do litoral fluminense (Foto: Divulgação)

A ideia da travessia partiu das atletas Letícia Lana e Giselle Banjar Leal, ambas com experiência em provas de longa distância em canoa polinésia. Foram elas que chamaram as outras integrantes da equipe para compor a tripulação das embarcações Ngaru e Minna. A capitã do veleiro que fará parte da travessia, Elisa Mirow, convidou para participar da aventura a atleta da vela olímpica brasileira, Isabel Swan, bronze em Pequim 2008, que em junho deste ano assumiu a coordenadoria do Comitê Olímpico Brasileiro de ações voltadas para o desenvolvimento de mulheres no esporte nacional.

  • Este projeto mostra que mulheres após os 40 são totalmente capazes de grandes feitos, seja em competições ou apenas lazer e desafios pessoais. Além disso, essa travessia visa unir duas modalidades náuticas de grande destaque nacional: a vela oceânica e a canoa polinésia“, diz Letícia Lana.

A aventura poderá ser acompanhada de perto em posts e em lives exibidas ao longo do percurso nas redes sociais da Vagalume Va’a. A intenção das organizadoras é promover todos os anos uma travessia que terá como ponto de partida e como destino sempre uma das oito marinas do grupo BR Marinas no Estado do Rio.

  • “Meu sonho é criar um festival anual de travessias que reúna mulheres e divulgue bandeiras femininas importantes como o combate ao câncer de mama. As equipes não estarão competindo, mas sim atuando em harmonia por causas sociais diversas”, conta Giselle.
Redação Diário do Rio

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