Guia de gastronomia preta é distribuído gratuitamente nos estabelecimentos do Rio

A obra reúne 21 casas, além de inúmeros sabores e saberes ancestrais e acontece em referência ao mês da consciência negra

Foto: Divulgação

Com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, o “Zungu” guia de gastronomia preta passa a ser distribuído gratuitamente em restaurantes cariocas. A obra reúne 21 casas, além de inúmeros sabores e saberes ancestrais. A medida acontece em referência ao mês da consciência negra.

De acordo com Kanu Akin Trindade, a ideia partiu da casa da família, Dida Bar, localizado na Zona Norte, para chegar à lista de selecionados.

Para fomentar em moradores e amantes da cidade o orgulho da sua cultura negra representada através da culinária. Convidamos para fazer um movimento de construção de coletividade e criação de uma rede“, declarou o curador e organizador do guia.

Do chef João Diamante (Na Minha Casa), também da zona Norte, o destaque é o bolinho de jiló recheado com calabresa. Moçambique, África do Sul, Senegal e Tunísia se reúnem no Afro Gourmet, berço do bom e velho acarajé. A feijoada quilombola é o carro-chefe do Quilombo Aquilah, na zona Oeste.

Na zona Sul, a chef Andressa Cabral abriu seu YáYá Comidaria Pop, onde só mulheres pretas comandam as panelas: atenção para o patota de Cosme, inspirado na comida de erês e festas de Ibeji, além de vatapá, omolokum, caruru e acaçá.

A proposta é criar um movimento, neste primeiro momento, chamado Zungu, e depois ampliar o número de participantes.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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