Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Água, as baías do Rio de Janeiro sofrem. Não bastassem os problemas que já existem, já vai para a segunda semana e uma grande quantidade de óleo é despejada no Rio Piraquê (um afluente da Baía de Sepetiba) afetando, além da Baía, toda a região de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste.

O derramamento contaminou fauna e flora da região, deixando a situação preocupante para quem depende da pesca e esperava por dias lucrativos durante a Semana Santa que se aproxima.

“O vazamento atinge Rio Piraquê que deságua na Baía de Sepetiba e isso impacta o manguezal que é berçário da natureza e prejudica pescadores artesanais”, afirma Sérgio Ricardo, do Movimento Baía Viva.

Foram os pescadores, na semana passada, que alertaram para a presença de óleo que vai até a Restinga de Marambaia e segue se alastrando por toda a Baía de Sepetiba. Eles contam que animais como camarões, caranguejos, mexilhões, peixes e tartarugas estão morrendo.

O INEA afirma que está monitorando o vazamento de óleo sobrevoando a região. O órgão nega que o vazamento tenha chegado até a Baía de Sepetiba e destaca que o derramamento está contido pelas barreiras, que são trocadas a cada mudança de maré. Sobre a causa e origem do vazamento, o Instituto informa que a identificação pode levar mais tempo por causa do grande número de empresas e imóveis no entorno.

O Diário do Rio fez uma série de matérias especiais tendo como tema o Dia Mundial da Água, alertando para diversos problemas que nosso estado tem. Entre eles está a grande quantidade de plástico nas praias, a poluição da Baía de Guanabara e a quase extinção dos botos símbolos da cidade.


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