Em um recorte, no mínimo, assustador da nossa história, chineses, que foram trazidos ao Brasil para trabalhar e não se adaptaram às condições locais, passaram a ser vistos como animais e viraram, literalmente, alvos de caça. Parece surreal, mas aconteceu em nossa cidade.

Nos idos de 1812, Dom João VI promoveu a chegada de quase quatrocentos chineses para o Rio de Janeiro para as regiões dos bairros de Santa Cruz e do Jardim Botânico. A ideia era que eles trabalhassem em plantações de chá no Jardim Botânico e na Fazenda Imperial, que ficava em Santa Cruz. No entanto, as colônias formadas em torno dos trabalhadores não duraram muito tempo.

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Com dificuldade de adaptação e sofrendo com as doenças tropicais, o número de chineses foi reduzindo rapidamente. Havia, ainda, a pressão da imprensa, de setores da Família Real e dos fazendeiros e comerciantes contra os asiáticos. Em pouco tempo, os poucos que restaram passaram a trabalhar como escravos. Até que a situação, que já era terrível, piorou ainda mais.

De acordo com o jornalista e historiador Eduardo Bueno em seu livro “Brasil: Uma história”, um parlamentar inglês denunciou que o príncipe Dom Miguel liderava uma turba na caça de chineses no Rio de Janeiro.

Eles saiam com cavalos, cães e armas. Os relatos dizem que Dom Miguel se divertia nessas perseguições aos chineses, que eram vistos como animais a serem mortos. Ainda segundo as informações históricas, Dom Miguel teria capturado pessoalmente dois asiáticos.

Em 1834, a filha de D. Pedro I baniu D. Miguel de Portugal, através da “Lei do Banimento”.

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