Linda Batista e Jorge Goulart cantando na Boate Vogue
Linda Batista e Jorge Goulart cantando na Boate Vogue

A noite do Rio de Janeiro é famosa em boa parte do mundo. Dentro dessa noite, algumas estrelas fizeram história. Entre os astros brilhantes está a Boate Vougue. O sucesso dessa boate, frequentada até por famosos políticos e pessoas ligadas a eles, foi meteórico. Tudo muito intenso, como uma boa noitada deve ser.


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Fundada pelo austríaco Max Stukart e aberta, no bairro de Copacabana, em 1946, a Vougue, com pouco tempo de funcionamento, tornou-se ponto obrigatório das personalidades da época. Benjamin Vargas, irmão do presidente Getúlio Vargas, por exemplo, era assíduo frequentador do local.

Vogue não era mero local de recreação, mas ponto obrigatório de troca de informações, em que se confabulavam sobre operações cambiais, financeiras, advocacia administrativa e prevaricação”, pontuou o jornalista Luís Nassif.

Como toda boa balada, muitas são as histórias curiosas:

No início da década de 1950, a Vogue contratou uma cantora francesa chamada Patachou, que tinha por hábito sentar-se no colo dos senhores enquanto cantava e cortava a gravata deles com uma tesoura. Certa vez, o agraciado era o Dr. Fábio Barreto, neto do ex-presidente Antônio Carlos e futuro procurador da república. Já bêbado, ele recepcionou Patachou abrindo a braguilha, expondo o membro viril e desafiando a cantora a cortá-lo em vez da gravata. Como ela, não se fazendo de rogada, encaminhasse a tesoura em direção à genitália do doutor, ele mais que depressa recolheu-a, sob apupos gerais”, destaca o site Copacaba.com.

A Boate Vogue no momento do incêndio que a consumiu
A Boate Vogue no momento do incêndio que a consumiu

Entretanto, com 11 anos de funcionamento e muito sucesso, uma grande tragédia transformou em cinzas o que era brilho. Em agosto de 1956, a boate Vogue pegou fogo. Entre as vítimas fatais, estavam o jornalista Raul Martins e o cantor Warren Hayes.

A tragédia do Vogue deve constituir a última advertência no sentido do reaparelhamento urgente, inadiável, imperioso do Corpo dos bombeiros”, noticiou o Globo no dia posterior ao incêndio.

Embora tenha tido um desfecho tão triste, a história da Boate merece destaque, pois marcou um Rio de Janeiro que já passou.

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