O prédio chama muito a atenção. Quem passa por lá hoje em dia, ainda se encanta com a beleza do lugar. Todavia, o passado também deve ser notado. Ou “noitado” já que essa Casa tem um histórico noturno e boêmio.

A Casa Rosa é uma construção do início do século XX. O seu auge foi no início dos anos 1950. Lá funcionava um prostíbulo de luxo frequentado por políticos e outros famosos.

“Era o bordel mais famoso do Brasil nessa época. Tinha até um portão escondido, para os clientes que não queriam ser vistos saindo ou entrando lá”, conta o pesquisador Pedro Figueira.

Durante os anos 1980, com os diversos casos de HIV/Aids em todo o Rio de Janeiro, Brasil, o local foi ficando cada vez mais vazio e mal conservado. A Casa Rosa fechou por um tempo.

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Foi reaberta e nos anos 2000 se tornou um local de eventos. Rolava show de rock, rodas de samba, festas de música eletrônica. Contudo, em 2004, outro fechamento.

Vizinhos, incomodados com o barulho da casa de festas, venceram uma ação na Justiça e conseguiram fechar o imóvel.

Em 2015, reconhecendo que a Casa Rosa está ligada à história do bairro de Laranjeiras, o Governo tombou o lugar como patrimônio cultural imaterial do Rio.

Embora tenha grafites e elementos de arquitetura moderna, o prédio mantém detalhes de sua arquitetura original, como os azulejos portugueses na área do bar, uma mesa de pedra, além dos detalhes nos tetos e portais espalhados.

A Casa Rosa foi até tema de documentário. “Pretérito Perfeito”, realizado em 2008, com roteiro e direção de Gustavo Pizzi, conta a história do lugar.

Atualmente, o local abriga o Centro Cultural Casa Rosa.

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