No imaginário popular, a ideia de ilha remete ao isolamento, parte menos conectada de determinados territórios. No entanto, a Ilha do Governador tem passado e presente extremamente ligados à história do Rio de Janeiro e do Brasil.

Em 1502, no contexto da chegada dos europeus ao Brasil, os portugueses adentraram na Ilha e se depararam com índios Temiminós.

A hoje Ilha do Governador era chamada de Ilha de Paranapuã, que significa colina do mar. Também era chamada de Ilha dos Maracajás – nome de um pequeno felino -, que era como os Tamoios chamavam os Temiminós. As tribos eram rivais”, conta o historiador Maurício Santos.

A Ilha, que é terra natal de Arariboia, foi abandonada pelos Temiminós devido aos ataques dos Tamoios.

O nome Ilha do Governador surgiu em 5 de setembro de 1567, quando o governador-geral do então Estado do Brasil, Mem de Sá, doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá, mais da metade do seu território na Ilha.

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Como era comum no Brasil da época, as terras onde hoje fica o grande bairro foram utilizadas para o plantio da cana-de-açúcar.

A Família Real também faz parte da história da Ilha do Governador. No século XIX, o Príncipe-Regente, D. João VI, utilizou a Ilha para suas caçadas.

A Praia da Bica, que fica na Ilha do Governador, tem uma fonte que existe até os dias de hoje e serviu para os banhos de Dom Pedro, quando ainda era menino.

O desenvolvimento da Ilha do Governador ampliou-se ainda mais a partir da ligação física regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838.

Desde então, a integração que sempre existiu por diversos motivos, nunca mais parou.

 

 

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