Breve História da Praça Saens Peña, o Largo da Fábrica de Chita

Breve História da Praça Saens Peña, o Largo da Fábrica de Chita

19 de janeiro de 2017 0 Por Felipe Lucena
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Famosa em todo o Rio de Janeiro, essa Praça tem uma rica história. Memórias importantes para diversos momentos do passado da Cidade Maravilhosa.


Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para a valorização da cultura carioca

Até 1820, a Tijuca era uma área extremamente rural. A região era composta por chácaras particulares e fazendas de café. 

Fábrica de Chitas

 

Nesse período, onde hoje fica a Praça Saens Peña, foi instalada uma estamparia que manufaturava tecidos indianos – considerada uma das primeiras indústrias do país. A fábrica ficou conhecida como “Fábrica de Chitas”.

Devido à estamparia, a área onde hoje fica a Praça Saens Peña passou a ser chamada de Largo da Fábrica de Chitas”, conta o historiador Mauricio Santos.

Largo da Fábrica de Chita – Tijuca – 1910

Antes dessa fábrica, Tijuca era um bairro que servia de veraneio da aristocracia carioca. O Imperador D. Pedro II costumava passar dias de folga na região.

Em 1911, o Largo da Fábrica das Chitas foi rebatizado como Praça Sáenz Peña, em homenagem aos ex-presidentes argentinos Luis e Roque Sáenz Peña, que governaram o país entre 1892 e 1895, e 1910 e 1914, respectivamente.

Praça nos anos 1940

Praça nos anos 1940

Com o tempo, a Praça se tornou um ponto de encontro e de atividades culturais. Teatros de rua, bandas e outros artistas se apresentavam livremente no local. Além dos cinemas.

A região próxima à Praça chegou a ter um número tão considerável de cinemas que passou a ser chamada de “Cinelândia da Tijuca”.

Os cinemas da região viviam lotados de pessoas

Dispondo de 14 cinemas, consagrava-se como bairro que abrigava um dos maiores números de salas de exibição cinematográfica do Rio de Janeiro”, escreveu Sonia Rabello na revista Rota Tijucana, em setembro de 2011.

Com o passar dos anos, os cinemas foram fechados e o apelido se foi. Contudo, a Praça e as memórias seguem abertas, vivas.

 

Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.


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