O nome da Rua Primeiro de Março remete à fundação da cidade do Rio de Janeiro. Embora o batismo de uma das mais importantes ruas da Cidade Maravilhosa não seja para homenagear esse acontecimento, muitos fatos marcantes do passado do Rio passaram por essa secular via, que se cruza com a memória carioca.

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A antiga Rua Direita era a mais via importante da cidade no século XIX. Originalmente, ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento. Em 1875, passou a se chamar 1º de Março e a história dessa mudança de nomes é bem diferente do que muita gente pensa.



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“D. Pedro II fazia um grande discurso para uma multidão no Largo do Paço, atual Praça XV, em homenagem ao fim da Guerra do Paraguai que terminara poucos dias antes, exatamente no dia 1º de março de 1870, após a Batalha do Aquibadã. Até que um popular gritou: ‘que essa rua se chame 1º de Março’. O imperador gostou da ideia e iniciou o procedimento para a mudança no nome da via” conta o jornalista e pesquisador Leonardo Cohen em uma das postagens em seu site Café História.

A motivação para o nome anterior, “Rua da Direita”, também tem uma explicação pouco literal. Não tem relação com opiniões políticas, nem com o sentido que a via aponta.

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Como esclarece o site de pesquisa Rio de Janeiro Aqui, “o nome Rua Direita não estava ligado ao fato de ser reta. O termo ‘direita’ vem por ser um caminho através do qual os colonizadores se moviam mais facilmente, de forma ‘direta’, de São Bento para o Largo da Misericórdia, que dava acesso ao Morro do Castelo”.

Voltando aos números da rua, há 360 anos, a via ainda era uma praia: a Praia da Cidade. Por lá tinha o Fortim da Cruz, que dava segurança à orla carioca. No entanto, a construção não resistiu às ofensivas das ondas e quase foi destruída. O que sobrou foi doado a uma irmandade de soldados e serviu para erguer a igreja Santa Cruz dos Militares, que ainda está de pé.

Em documentos antigos que citam a Praia da Cidade, muitas curiosidades são encontradas. Algumas impensáveis para os dias atuais, como quando uma baleia teria encalhado na região, causando extremo mau cheiro e incomodando a população.

Convento do Carmo

A Rua Primeiro de Março é base de muitas construções históricas, como a Capela da Nossa Senhora do Ó, que nasceu junto com a via, e tempos depois se tornou o Convento do Carmo. Foi por lá, também, que D. João VI criou o primeiro banco brasileiro, um embrião do Banco do Brasil, no ano de 1808.

A praia morreu na areia em meados de 1640, quando o governador Duarte de Correia decretou a venda dos terrenos de marinha da cidade com o intuito de construir um forte na Baía de Guanabara. A Praia da Cidade foi aterrada, porém, o dinheiro se perdeu no já existente mar de corrupção municipal. O forte da Baía só saiu 100 anos depois.

Centro Cultural Banco do Brasil

Na atualidade, a Rua Primeiro de Março abriga prédios fundamentais para a administração pública e para a cultura da cidade do Rio de Janeiro, como o Palácio Tiradentes e o Centro Cultural Banco do Brasil.

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