Considerado um dos berços do samba na cidade do Rio de Janeiro, o bairro de Oswaldo Cruz, sempre que se aproxima o carnaval ganha destaque. E não é à toa.

Em 1644 foi criada a Freguesia de Irajá. Nesta antiga região da cidade, encontravam-se alguns dos futuros bairros da Zona Norte, entre eles, Oswaldo Cruz. Por séculos, a área onde hoje fica o Bairro era uma grande faixa rural, baseada, principalmente, na agricultura em grandes fazendas que usavam mão de obra escrava.

Já no fim do século XIX, após o fim da escravidão e todas as consequências que essa mudança social trouxe, a então região da Freguesia de Irajá passou a ser cenário de crises latifundiárias e crescente ocupação pela população mais pobre, principalmente descendentes de pessoas escravizadas.

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Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para a valorização da cultura carioca

A influência da forte cultura afro em Oswaldo Cruz muito se deu por conta da presença de um número elevado de descendentes de africanos na região. Por isso é um dos berços do samba carioca”, destaca a pesquisadora Camila Braga.

No início do século XX, com as reformas do prefeito Pereira Passos, que derrubaram muitos cortiços e residências pobres no Centro da cidade, outra leva de pessoas com menos recursos econômicos e sem amparo do poder público, se deslocou para a região de Oswaldo Cruz.

Em 17 de abril de 1898, com a implantação da Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual Central do Brasil) foi inaugurada a Estação Rio das Pedras de Trens, que fica no Bairro.

Neste período, os bairros dessa região da cidade ainda não tinham muita definição, Oswaldo Cruz ainda estava nascendo e cresceu em torno da estação”, conta o historiador Maurício Santos.

Em 1917, após a morte de Oswaldo Cruz, a estação Rio das Pedras de Trens passou a ser chamada pelo o nome do médico sanitarista, o que influenciou o desenvolvimento individual do Bairro.

Estação de Oswaldo Cruz, anos 1960

No mesmo ano de 1917, Oswaldo Cruz cresceu ao longo das ruas João Vicente e Carolina Machado, com casas simples, comércio local modesto e vielas. Nesta época, os logradouros do Bairro foram oficializados.

Nos anos 1920, no início do carnaval carioca das escolas de samba de forma mais organizadas, quando a Portela, que é de Oswaldo Cruz, foi fundada, o Bairro já era oficialmente chamado assim”, frisa Camila Braga.

quadra da Portela

À época, o bairro de Oswaldo Cruz chegou a ser citado como uma “favela na planice”. Enquanto isso, as manifestações culturais que têm influências africanas aconteciam aos montes na tal favela plana.

Manifestações que seguem ocorrendo no Bairro até os dias atuais. Não é à toa que Oswaldo Cruz é um dos berços do samba carioca.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Nasci em Oswaldo Cruz há 52 anos e era um lugar maravilhoso. tranquilo. silencioso. familiar. agora é um local barulhento. onde as pessoas perderam a educação, aquela boa vontade entre os vizinhos não existe mais. agora até as crianças só falam com palavrões, aqueles funks alto com sexo explícito, falta de educação e muitos fogos com estampido que acabam com os nervos das pessoas mais idosas e doentes. Muita saudade dos velhos tempos de Oswaldo Cruz. Não sei o outro lado, que é o lado da Rua Carolina Machado. Mas aqui do lado da Estrada João Vicente, está muito ruim. Assaltos a luz do dia… motos com cano de descarga adulterado o tempo todo fazendo rachas. brigas com socos quase que diárias entre jovens. Um horror!

  2. Nascido e criado em Oswaldo Cruz, morei nos “apê” e depois sobre a adega de vinho Góes, ao lado do Toque a Campainha, pertinho da Rua Cataguases.
    Saí de Oswaldo Cruz e ando por esse mundo de Deus, mas não esqueço do meu chão!

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