Recentemente, essa conhecida casa de shows voltou a viver os bons tempos de outras épocas. O Imperator, que já teve outras funções, tem muita história para ser contada.

Quando foi aberto, em 1954, era Cine Imperator. Com 2.400 lugares, era considerado a maior sala de cinema da América Latina. Na antiga telona, passaram filmes clássicos do cinema dos Estados Unidos feitos na década de 1950. Entre eles, alguns que estrelaram James Dean, Marilyn Monroe e Elvis Presley. A fama de grande cinema seguiu firme e forte até o início dos anos 1980. Filmes marcantes do cinema nacional como “Os Trapalhões” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos” lotaram as salas do Imperator.

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Entretanto, em 1986, após o intenso surgimento das salas de cinema em shoppings centers, os cinemas de rua foram perdendo espaço e o Cine Imperator, devido a problemas financeiros, fechou as portas. Cinco anos mais tarde, em 1991, as portas foram reabertas. Dessa vez como casa de espetáculos.

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Atraiu cariocas de todas as preferências musicais. Passaram pelo palco do Imperator grandes nomes como Bob Dylan, Tina Turner, o mestre Tom Jobim, Caetano, Gal, Tim Maia, Roberto Carlos, Barão Vermelho, entre muitos outros. Funcionou assim até 1996”, lembra a comunicação oficial da casa.

No ano de 2002, durante o governo de Anthony Garotinho, o local foi desapropriado e a ideia era implantar um centro cultural que contaria com cinema, teatro e cyber café. Mas não passou de promessa. Em outro projeto, a ex-governadora Rosinha Garotinho assinou um decreto determinando a transformação do espaço no Centro Cultural Casa de Samba.

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Depois de alguns projetos que não deram tanto resultado, em 2012, o Imperator voltou a funcionar através de uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da sua Secretaria de Cultura. O Centro Cultural João Nogueira se tornou um espaço dedicado à arte em suas diversas vertentes.

O nome é uma homenagem ao cantor e compositor João Nogueira, nascido e criado no bairro do Méier, onde fica o Imperator. No palco do Imperator passaram grandes artistas do Brasil e do mundo. E ainda passarão muitos outros.

E, mais recentemente, surgiu a possibilidade de tombamento da casa.

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