História do Parque Lage

Foto: Pedro Botton

Parque Lage por Pedro Botton

Um lugar de beleza, história, natureza e cultura. Isso pode resumir o Parque Lage, situado em um dos locais mais simbólicos da Cidade Maravilhosa e, definitivamente, posicionado nas memórias do Rio de Janeiro. Que, inclusive, pode ser privatizado.

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis – a empresa que resolve contribui para a valorização da cultura carioca

No período colonial, a região onde fica o Parque era um antigo engenho de açúcar que termina às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, que à época se chamava “Sacopenapã” – lagoa de raízes chatas, em Tupi-Guarani. Esse engenho se chamava Del Rey e pertencia a Antonio Salema, governador do Rio de Janeiro no século XVI.

Parque Lage

Séculos mais tarde, XIX, um nobre inglês comprou parte das terras e contratou, em 1840, o paisagista inglês John Tyndale para projetar um jardim de estilo romântico, nos moldes das quintas europeias.

No ano 1859, o Parque ganhou um novo dono e o nome que tem até os dias atuais. O local foi comprado por Antônio Martins Lage, que batizou o espaço com o sobrenome” destaca o historiador Maurício Santos.

Comendador Antônio Martins Lage

Contudo, com o tempo, as terras foram adquiridas por outros proprietários. Para manter a tradição e o nome da família, em 1920, o empresário Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, comprou o local.

Gabriela Besanzoni

Após essa motivação familiar, Henrique usou de outro incentivo afetivo para promover uma reforma no Parque: “Amante das artes, Henrique Lage apaixona-se e casa-se com a cantora lírica italiana, Gabriela Besanzoni. Para agradar a artista, manda construir uma réplica perfeita de um ‘palazzo romano’, e reformula parte do projeto paisagístico” informa o site do Parque Lage.

Gabriela, que organizava grandes festas para a sociedade carioca no Parque, fundou, 1936, a Sociedade do Teatro Lírico Brasileiro.

Nas décadas seguintes, Henrique passou por uma fase ruim e, endividado com o Banco do Brasil, precisou vender o Parque Lage. Para manter as memórias e a estrutura vivas, o local foi tombado como patrimônio histórico e artístico. Isso aconteceu durante o governo de Carlos Lacerda.

Escola de Artes Visuais do Parque Lage

No palácio funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975. O Parque serviu, nos anos 1960, de cenário para uma parte do filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. O cantor Snoop Dogg também se valeu do cenário e gravou um trecho de clipe nas dependências do Lage.

Hoje, com bastante diversão para todas as idades, incluindo parque infantil, trilhas – que levam ao Cristo Redentor -, chafariz, áreas para piquenique e descanso, estacionamento amplo, além de vigias locais, o Parque Lage é um convite aos que desejam um contato próximo com a natureza” frisa um comunicado oficial do Parque.

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