História do quadro ‘Grande Panorama do Rio de Janeiro’

Grande Panorama do Rio de Janeiro

Neste texto, a série sobre locais históricos do centro do Rio não falará de um lugar. No entanto, o quadro que será foco dessa matéria mostra diversos lugares que remetem ao passado da Cidade Maravilhosa.

A obra “Grande Panorama do Rio de Janeiro – executado a voo de pássaro”, do pintor alemão Emil Bauch é antes de tudo uma ousadia. O quadro foi pintado sob uma perspectiva aérea em uma época que não havia locais tão altos na cidade para se ter tal visão.

O quadro, uma encomenda de D. Pedro II a Emil Bauch, foi pintado em 1874 a partir do conhecimento específico do artista sobre o relevo e a formação da cidade do Rio de Janeiro.

A repercussão da obra foi a melhor possível. Um ano após terminar o quadro, Emil Bauch foi condecorado Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, pela Academia Imperial de Belas Artes (AIBA).

Só há registro de dez obras como essa, sendo algumas parte do acervo de importantes coleções como “Brasiliana”, do Itaú. Trata-se do mais completo depoimento da estrutura urbana da capital do Império registrado na época.

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Ao olhar para o quadro, com seus 71,3 x 242,3 cm, nota-se, da esquerda para a direita, o Pão de Açúcar, os morros da Urca, Babilônia, São João e Cabritos, baía e praia de Botafogo, os bairros do Flamengo, Glória, Lapa que têm ao fundo os morros de D. Marta, Dois irmãos e Corcovado.

Entre os quatro morros do Castelo, Santo Antônio, São Bento e Conceição a parte mais antiga da cidade que já se estendia para o Campo de Santana, Mangue, Tijuca, Andaraí, São Cristóvão e Ponta do Caju.

Essa parte citada se encontra mais ao centro da pintura, não tão próxima ao mar. Já encostada às águas está a área central da cidade. Essa região se encontra com a zona sul e suas praias, que nessa época ainda não eram tão frequentadas.

Esse verdadeiro retrato do Rio de Janeiro está em leilão. O primeiro lance é R$ 220.000,00. Para maiores informações, basta acessar o link.

A obra já foi citada em diversos livros de história e de artes. “Essa parte tem como fundo os morros de Santa Teresa, Gávea, Pedra Bonita, Serra da Carioca, Pedra do Conde e Pico da Tijuca. Nos primeiros planos as ilhas de Villegaignon e das Cobras”, diz um trecho do trabalho ‘A Muito Leal e Heroica Cidade do Rio de Janeiro’, de Gilberto Ferrez e Raymundo Castro Maya, de 1965.

A Sergio Castro Imóveis valoriza todas as obras de arte que enaltecem o passado da nossa cidade, sempre maravilhosa.

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