O túnel que liga a Central do Brasil à Zona Portuária já é quase centenário. Suas memórias esbarram, ainda, no mais famoso cortiço da história do Rio de Janeiro, o Cabeça de Porco.

No mês de julho do ano 1919, sob a direção do engenheiro João Gualberto Marques Porto, Secretário Geral de Viação e Obras da Prefeitura do então Distrito Federal (que era aqui no Rio de Janeiro), começaram as obras do Túnel João Ricardo.

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A obra se fazia necessária, pois era preciso uma ligação mais curta e direta entre a Zona Portuária e a Estação Central do Brasil.

Com muitas dificuldades, as obras foram finalizadas dois anos depois, em 1921. O Túnel solucionou o problema que motivou sua criação e ajudou a enterrar um antigo cortiço, que incomodava governantes e a elite carioca.

O Cabeça de Porco, surgido na metade do século XIX, era um cortiço monumental, com quatro mil residências. O local exato onde ele ficava é onde existe hoje o Túnel João Ricardo, ao lado da Central do Brasil”, conta o historiador Milton Teixeira.

Na entrada do Cortiço existia um grande portal com uma cabeça de porco em gesso. Arcos com cabeças de animais em gesso eram comuns na época.

Contudo, o Cortiço não era do agrado dos governantes. Foram muitas as tentativas de acabar com ele. Até que um dia aconteceu e a construção do Túnel foi um dos motivos.

Em 1891, a prefeitura assinou contrato com o engenheiro Carlos Sampaio, que se propôs a abrir o Túnel. Dois anos depois, em 1893, o Cabeça de Porco começou a ser derrubado.

Mal havia desaparecido o famoso cortiço, e os jornais já noticiavam a construção do túnel. No entanto, o Túnel só teria sua obra toda concluída em 1921, quando era Prefeito o próprio Carlos Sampaio”, destaca Carlos H. no site Curiosidades Cariocas.

hoje em dia, é o Morro da Providência que fica próximo ao Túnel

Histórias curiosas rondam o Cortiço que ficava no lugar onde hoje passa o Túnel João Ricardo. Uma delas é que o terreno onde as casas pobres foram erguidas seria de Luís Filipe Maria Fernando Gastão, o conde d’Eu, que era genro de D. Pedro II.

Hoje em dia, o Túnel segue firme, com sua importância histórica e para a mobilidade na Cidade do Rio de Janeiro.

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