Hoje são cinco os pré-candidatos a prefeito do Rio em 2016

Pré candidatos a prefeito do Rio em 2016

Hoje parece que só vou falar de eleições, é que hoje marca exatamente a contagem regressiva de um ano para as eleições municipais de 2016, não é a toa que tem tanta leitura e notícias sobre candidaturas e afins. Hoje, por exemplo, o vereador Cesar Maia (DEM) fez uma interessante leitura de como está o cenário para prefeito em 2016.

Na opinião de Maia, a entrada de Alessandro Molon para a REDE complica a vida de Marcelo Freixo (PSol), já que Molon contará com o apoio de Marina Silva (REDE), bem votada para presidente aqui no Rio e, certamente, vai se esforçar para ter um prefeito em uma das cidades mais importantes do país, afinal, estamos a um passo de 2018.

O ex-prefeito também alerta que o candidato da situação, Pedro Paulo (PMDB) na última pesquisa, de 15 dias atrás, não teria passado dos 5%, mesmo com a excessiva promoção que Eduardo Paes tem feito do pré-candidato. Incluindo que a avaliação do atual prefeito é negativa, com menos de 20% de ótimo/bom.

O candidato da prefeitura está empatado com Indio da Costa (PSD) e de Clarissa Garotinho (PR) que iria para o PSDB mas não deve ir mais.

Quem está bem mesmo na opinião de Cesar Maia é Marcelo Crivella (PRB), que deve ir para o 2º turno, já que a classe média dividirá seu voto entre PMDB, PSol e REDE. Isso que Maia nem levou em conta a aliança fechada entre Garotinho e Crivella.

Quanto ao PSDB, bem, este não tem nome para candidato, e sonhava em apoiar Romário (PSB) mas Maia alerta que Romário não será candidato. O acordo com o PMDB no Rio passaria pela gratidão ao BTG-Pactual, tão próximo ao prefeito e que teria desatado o nó criado pela Veja.

E sobre o DEM pouco fala o maior líder do partido na cidade. Diz que o DEM Rio fez um acordo em Brasília com os líderes do PMDB e esperará o desdobramento da crise nacional.

Então, hoje, seriam estes os pré-candidatos a prefeito do Rio:

  • Alessandro Molon (REDE)
  • Marcelo Freixo (PSol)
  • Indio da Costa (PSD)
  • Marcelo Crivella (PRB)
  • Pedro Paulo (PMDB)

Leia a análise completa de Maia:

2016: SUCESSÃO À PREFEITURA DO RIO VAI SE COMPLICANDO!

1. O deputado federal Molon trocou o PT pela REDE. É verdade que sempre se posicionou contrário ao apoio do PT ao PMDB no Rio. É provável que o resultado eleitoral que obteve em 2014 tenha acelerado essa decisão. Havia a expectativa que, com a votação que havia obtido em 2010 e a enorme exposição que teve como relator do Marco Civil da Internet, sua votação crescesse significativamente. Mas não foi o que aconteceu: sua votação diminuiu. A explicação veio do desgaste do PT no Rio, sublinhado pelo fiasco do senador Lindbergh em sua candidatura a governador.

2. O sucesso do PSOL, cujo estreante candidato a governador ultrapassou Lindbergh na capital, a votação do deputado Freixo em 2012, superior a Gabeira em 2008, e a contínua ascensão do deputado Chico Alencar, levaram a uma reflexão sobre o futuro político de todos aqueles que disputam votos na mesma faixa política e até etária.

3. A decisão de Molon pela REDE aponta claramente para sua vontade de vir candidato a prefeito e se reposicionar majoritariamente no Rio, ultrapassando o PSOL em 2016. E isso não é uma ilusão.  Afinal, Molon contará com o apoio e participação de quem tem a maior proporção de votos na Capital: Marina Silva. Essa alavancagem ficará clara quando a imagem de Marina e Molon vier colada na campanha eleitoral. E Marina –imaginando a possibilidade de vitória de Molon- estrearia no Rio comandando a prefeitura da mais emblemática cidade do país, sinalizando Marina-2018.

4. As pesquisas vão mostrando –a última de 15 dias atrás- que apesar da enorme promoção que o prefeito Paes faz de seu candidato, o deputado Pedro Paulo, este ainda não ultrapassou a fronteira crítica dos 5%. A avaliação do prefeito ainda é negativa, algo como menos -20% entre otimo+bom e ruim+péssmo. O retorno de uma campanha publicitária por parte da prefeitura explica isso. O deputado Índio se descola da prefeitura e se apresenta como pré-candidato. Nas pesquisas também não alcançou a fronteira crítica dos 5%. Da mesma forma Clarissa Garotinho, que encontrou as portas do PSDB fechadas.

5. Crivella é mais candidato que nunca. Com a divisão do voto na classe média –PMDB-PSOL-REDE-, a probabilidade de ser favorito para ir ao segundo turno é muito grande. Afinal, a audiência de Dez Mandamentos iguala ou supera a Regra do Jogo. O PSDB não sabe para onde vai. Tem cinco opções. Ou seja: não tem nenhuma. Sonha em apoiar Romário. O que se diz é que Romário não será candidato. O acordo com o PMDB no Rio passaria pela gratidão ao BTG-Pactual, tão próximo ao prefeito e que teria desatado o nó criado pela Veja.

6. As próxima pesquisas deveriam vir adjetivadas para se ter um cenário mais claro: Pedro Paulo candidato do Prefeito Paes, Molon candidato de Marina Silva, etc.

7. Quem –potencialmente- mais perde com a entrada de Molon no jogo é Freixo. Contava-se com a ida dele ao segundo turno pela votação em 2012. Agora isso dependerá da dinâmica da pré-candidatura de Molon a prefeito. Ah, sim, faltou falar do DEM. O DEM do Rio estabeleceu uma parceria em Brasília com líderes do PMDB. Portanto, nenhuma decisão poderá tomar até que o quadro da crise nacional, que impacta diretamente o Rio, e a execução da nova eleitoral produzam seus desdobramentos. Ou seja, os seis meses anteriores à eleição para troca de partido previstos na nova legislação.

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