Foto: Reprodução Google Streetview

Neste fim de semana, o Ministério da Saúde demitiu 1.419 profissionais que atuavam em hospitais federais no Rio. Eram contratos que haviam sido prorrogados em dezembro, mas que, no fim de fevereiro, não foram renovados.

Em dezembro, 2.173 pessoas já tinham sido dispensadas. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdencial Social (Sindisprev-RJ), que representa os profissionais, afirma que alguns setores perderam metade da equipe e que centenas de leitos estão bloqueados por falta de pessoal. Segundo informações do sindicato, agora, uma ala inteira de CTI precisou ser desativada no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá.

Segundo publicação do G1, no Cardoso Fontes, sem renovação de contratos, um CTI vai fechar. Já no Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte, quatro meses depois do incêndio que fechou parte da unidade, a direção decidiu doar insumos que irão vencer, como cateteres, próteses e filtros. A lista indica um total de R$ 325 mil em itens médicos com validade entre 1º de março e 31 de abril.

Na última sexta-feira (26/02), o Tribunal de Contas da União publicou no Diário Oficial uma resolução cobrando atitude do governo federal. No documento, o TCU determinou que o Ministério da Saúde deve, em até cinco dias úteis:

  • Apresentar medidas adotadas para disponibilizar leitos para tratamento da Covid-19;
  • Demonstrar as ações adotadas para operacionalizar os leitos inativos;
  • Ter ações planejadas para lidar com eventual déficit de recursos humanos com o fim do contrato de 1.419 profissionais.

O ministério disse ainda que existem 78 leitos de enfermaria e 42 de CTI para pacientes com Covid-19 na rede federal do Rio e que está empenhado em retomar as atividades paralisadas no Hospital Federal de Bonsucesso.

No censo hospitalar divulgado pela prefeitura do Rio de Janeiro, é possível notar que alguns leitos estão impedidos por falta de recursos humanos, ou seja, falta de profissionais.

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