Foto: Reprodução

O Rio de Janeiro voltou a ter um número expressivo de pessoas esperando por vagas para serem internadas devido à infecção pela Covid-19. Segundo a última atualização da Secretaria Estadual de Saúde, na segunda-feira (03/05), 160 pacientes aguardavam por leitos em todo o território fluminense,, sendo 129 em unidade de terapia intensiva (UTI) e 31 em enfermaria. No domingo (02/05), vale ressaltar, esse número total era de 107.

Vale ressaltar que, mesmo com o crescimento no número de pessoas necessitadas por leitos, o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, segundo informações do portal ”G1”, tinha 77 leitos bloqueados na última segunda-feira, de acordo com o Censo Hospitalar Público da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Desde o último sábado (01/05), 11 leitos foram fechados no local. Somente nesta segunda, mais 10 leitos foram suspensos, todos em enfermarias para pacientes não Covid.

Segundo a Prefeitura do Rio, havia problemas em relação à gestão da antiga organização social (OS), a Cruz Vermelha, responsável por administrar o hospital. Na última sexta-feira (30/04), a SMS informou, por meio de nota oficial, que, a partir do sábado (01/05), quando a nova OS, a Viva Rio, assumisse a gestão da unidade, os leitos começariam a ser reabertos de maneira gradual. Porém, até o momento, isso não aconteceu.

”Até o momento, não teve nenhuma notícia formal por parte da direção do hospital ou por parte de algum representante da Viva Rio em relação à escala ou salário. Nós, profissionais que nos doamos diariamente aos pacientes, estamos sem satisfação de como ficará a nossa situação”, disse um funcionário que preferiu não se identificar.

A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, argumentou que os leitos do Hospital Albert Schweitzer estão sendo abertos aos poucos, garantindo, assim, a segurança dos pacientes que já estão internados. Já a Viva Rio disse que já comunicou os funcionários na própria unidade e também no site da OS. Ainda de acordo com a Viva Rio, todos os profissionais que trabalham no Albert Schweitzer serão contratados e seus respectivos salários e escalas de serviço serão preservados.

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