Recentemente, casos de Febre Amarela ganharam os noticiários cariocas. Todavia, o problema não é de hoje. Foram muitos os surtos da doença no Rio e o Hospital da Gamboa tem uma história diretamente ligada ao combate dessa enfermidade.

A história do Hospital tem início por volta de 1840, quando Dr. Antônio José Peixoto alugou antiga chácara e instalou uma casa de saúde. Dr. Peixoto oferecia atendimento médico e cirúrgico para viajantes marítimos e tinha uma enfermaria para escravos.

[iframe width=”100%” height=”90″ src=”https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2015/05/superbanner_66anos.swf-3.html”]
Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis contribui para a valorização da cultura carioca

Em 1853, no mês de julho, para reforçar o combate à epidemia de Febre Amarela que tomou conta da cidade, o prédio foi adquirido pela Santa Casa da Misericórdia.

A Febre Amarela, como doença urbana, causou muitas mortes no Brasil em séculos passados. As condições das cidades na época facilitavam a propagação da doença”, frisa o historiador Maurício Santos.

O Hospital Nossa Senhora da Saúde, ou Hospital da Gamboa, foi fundamental para ajudar conter o surto de Febre Amarela naquele ano. Como era novo e bem aparelhado, contribuiu para salvar muitas vidas. Além disso, existiam outras vantagens:

“A altitude do sítio, isolamento do resto da cidade, exposição aos ventos da baía de Guanabara e a vegetação abundante foram fatores que pesaram na escolha do Hospital para tratamentos contra a Febre Amarela”, conta o pesquisador Carlos Eugênio Líbano.

A participação de religiosas da ordem de São Vicente de Paulo, através de convênio firmado em Paris pelo então provedor da Santa Casa do RJ, José Clemente Pereira, foi fundamental para que o hospital funcionasse inicialmente com 30 leitos, três quartos e uma pequena farmácia.

Porém, apesar dos esforços realizados no Hospital da Gamboa, as epidemias continuaram assolando o Rio de Janeiro. Em 1877, a direção do Hospital teve que fazer uma ponte para o embarque dos mortos, por via marítima diretamente para o Cemitério do Caju.

Depois de algumas dificuldades ao longo dos anos, o Hospital da Gamboa passou por reformas em 1986 e suas instalações foram tombadas pelo patrimônio histórico.

Atualmente, o espaço encontra-se revitalizado em pleno funcionamento, inserido no novo plano urbanístico da Zona Portuária.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui