Foto: Nelson Perez

Lançado em 30 de agosto, o programa Hotel Acolhedor, destinado a abrigar moradores de rua na cidade do Rio de Janeiro, registrou mais de 1.800 pernoites e atendeu a mais de 400 pessoas nos primeiros 45 dias de funcionamento. O programa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), foi criado, inicialmente, com 130 quartos de hotel na Rua Pedro Américo, no Catete.

Com o aumento da demanda, um segundo endereço foi inaugurado no final de setembro, na Rua 20 de Abril, no Centro, com mais 170 leitos. Atualmente, o programa já conta com taxa de ocupação diária de mais de 200 pessoas nos dois endereços.

Criado em parceria com a rede hoteleira, o programa Hotel Acolhedor garante roupa de cama e banho à população de rua, além de duas refeições – um jantar na noite de acolhida e o café da manhã no dia seguinte.

O Governo do Estado do Rio trabalha para ajudar toda a nossa população a viver com dignidade. E o Hotel Acolhedor tem um papel essencial para ajudar quem mais precisa e oferecer a oportunidade de um novo recomeço de vida – afirmou o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Matheus Quintal.

Ajuda na busca por emprego

No primeiro mês de funcionamento, o Hotel Acolhedor também se tornou para a população desassistida uma porta de entrada para outros atendimentos feitos pelo governo do estado. Ao todo, cerca de 12% dos atendidos pelo programa foram encaminhados para serviços como segunda via de documentação, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), entre outros.

É o caso de Jorge Luiz Tavarez, de 57 anos, que garantiu a emissão de novos documentos.

Eu só tinha uma cópia rasgada da minha certidão de nascimento e, no Hotel Acolhedor, me ajudaram a tirar meu RG, CPF e a certidão original – contou ele.

Pelo menos outras seis pessoas conseguiram oportunidades de trabalho, graças ao apoio e orientação das equipes de assistência social que atuam nos dois hotéis.

Desde que cheguei ao Hotel Acolhedor, comecei a trabalhar com a venda de doces que eu mesmo faço – afirmou Antônio Carlos, de 38 anos, que é abrigado na unidade do Catete: – Não tenho nada a reclamar, tenho um cantinho para dormir, um banho quente, uma comida gostosa. Agora, vou juntar dinheiro com esse trabalho para conseguir alugar uma casinha.

Parte dos acolhidos também conseguiu ajuda para voltar para a cidade natal. Wander Sobreira Ramos, de 46 anos, foi uma dessas pessoas. Quando chegou na unidade do Catete no dia 1º de outubro, ele teve o apoio da equipe para retornar a Miguel Pereira, onde nasceu.

Leandro Martins, de 40 anos, foi um dos abrigados na primeira semana de funcionamento do projeto. Ele veio de São Paulo ao Rio a trabalho, mas não tinha dinheiro para voltar para casa. Com a ajuda dos assistentes sociais do projeto, conseguiu retornar.

Eu fiquei oito dias no Hotel Acolhedor e agora estou voltando para São Paulo – disse.

A população de rua é convidada aos endereços do Hotel Acolhedor por equipes da Fundação Leão XIII, Marcha pela Cidadania e Ordem e Segurança Presente. A população beneficiada poderá voltar aos hotéis para o pernoite nas noites seguintes.

No local, os abrigados recebem um kit de higiene pessoal, com sabonete, xampu, desodorante, sabão em pó para lavar roupas e máscara cirúrgica contra a Covid-19, além de barbeador ou absorvente.

2 COMENTÁRIOS

  1. muito bom. O governo deveria adotar esse programa e expandir. Da para fazer um parceria publico privada, juntando as empresas que queiram ajudar essas pessoas a conseguir um emprego.

  2. Grande iniciativa, mas trouxe muita sujeira, brigas e afins para o endereço. Precisa de ordem, além do cumprimento do horário de chegada e saída, já que fora deste o hotel permanece fechado.

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