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O Hotel do Café promete uma verdadeira imersão ao passado. Localizado entre Rio das Flores e Vassouras, o local conta até com Maria Fumaça particular para levar os visitantes do portão principal até o casarão. A inauguração será em dezembro e o hotel contará com um acervo original para levar cada visitante a uma viagem ao passado.



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Apesar de ficar localizado dentro de uma fazenda, este novo empreendimento não será um hotel-fazenda. Na prática, a diferença está nas atividades disponíveis. Em um hotel-fazenda são oferecidos passeios a cavalo, pescaria, charrete, entre outros. Já no Hotel do Café, o foco será histórico, ou seja, os turistas irão para conhecer a história do Vale do Café e do Império.

A imersão acontece desde a chegada, com a Maria Fumaça, até a gastronomia. O cardápio foi feito através de uma pesquisa da historiadora Ana Durão, que identificou como eram as comidas na época do Império. Os hóspedes poderão experimentar versões contemporâneas do que os príncipes e barões comiam naquela época.

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O dono do restaurante “A Fiorentina” e proprietário do hotel, Omar Peres, conhecido como Catito Peres, em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, reforçou a importância histórica do empreendimento.

“Repassar a história do Brasil, manter a história viva e conservada é fundamental. Aqui foi o berço das plantações de café, muito importantes na economia do Brasil. Nós vamos mostrar um acervo mobiliário importantíssimo da época da Família Imperial, ou seja, além de conhecer a história, o visitante também vai poder ver esses itens da época.

O acervo tem itens originais do tempo do Império, para oferecer mais riqueza de detalhes do contexto histórico da época. Além disso, até os nomes das suítes são relacionados ao passado: cada um deles foi nomeado por uma figura histórica, como Dom Pedro I, por exemplo.

A expectativa com a inauguração é a melhor possível, porque é um hotel de alto luxo e não tem muitos aqui na região. Então, as expectativas são altas”, afirmou Omar.

13 COMENTÁRIOS

  1. Engraçado ver certas pessoas dizendo que falar da escravidão negra que perdurou 388 anos na história desse país seja militância. Posso imaginar por quê. Tocar na ferida aberta de um país deve ser muito ruim, falar do racismo estrutural que até hoje beneficia as pessoas não negras é incômodo mesmo, afinal, como falar de algo que segrega uns e beneficiam outros né?! Tem que falar sim, que tudo isso foi construído por mão de obra escrava, a troco de trabalho duro, muito sangue, muitas chibatadas e lágrimas. Isso não é militar, isso é ser realista… Ou será que falar de um passado cruel agora virou sinônimo de militância? Quem não gostar é só entrar numa máquina do tempo e tentar mudar o passado, porque é assim que foi feita grande parte da nossa história, e até hoje muita gente se beneficia dela! Me poupem de hipocrisia!

  2. Meu marido é historiador especialista na história do Império. Ele é autor do livro ” Uma Cidade para Pedro”. Gostaria de conhecer a pousada, mas não encontrei nenhum site no Google. Poderia me informar como faço para obter mais informações? Agradeço!

  3. Engrandecedor local para nos apropriarmos um pouco da história do que fomos e do que vivenciamos. Perfeito enfoque no mobiliário e gastronomia da época. Com certeza será de extrema valia para este povo que não quer saber do tempo que nos precede… tomara que alguns passem a dar mais valor ao nosso passado!!!

  4. Perfeito o comentário do Wallace. Tenho raízes negras e índias e to de saco estourado desse policiamento sobre o passado escravagista nacional. A escravidão é uma vergonha sim, e ocorre nos dias de hoje, pela escravidão imposta pelos traficantes às.populações oprimidas pela violencia. Quanto a isso ninguém se levanta. Uma conhecida deputada petista faz campanha nas favelas mas mora no Flamengo. Isso ninguem fala. Vou ao hotel sim e levar meus netos de cabelo pixaim sim. Tenho orgulho deles e eles devem ter orgulho de seu passado.

  5. Como sempre o preconceito ímperando, é evidente q toda a riqueza do período imperial principalmente a do café não seria possível sem a mão de obra escrava.
    E triste quando a história e contada omitindo suas origens, coisa bem comum no Brasil.

  6. Nenhuma palavra sobre os escravizados e a escravidão que estiveram na base do Império e do Vale do Café. Complicado.
    Deve ser corrigido, na matéria e, provavelmente, na própria proposta do hotel.

    • Querido o foco é retratar a história do café e do período Imperial é muito feio e chato ver essas pessoas sempre querendo militar e desmerecer coisas tão importantes que é um pouco da história do nosso país,é engraçado que não vejo pessoas como você militar sobre o abandono do Museu do negro e descaso com a igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos homens pretos que fica na rua uruguaiana no Centro do RJ que está com seu acervo abandonado, sua estrutura destruída e com dívidas imensas, quer militar sobre a luta e importância dos escravos no país? Lute por essa ação e não por coisas positivas que so tem a acrescentar no intelecto e culturalmente nosso povo!

  7. Eu já estou apostando em levar muitos turistas pra conhecer essa fazenda. Maravilhosa. Parabéns. Mais informações sobre o guia local por favor. Obrigada.

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