Antigo prédio da UniverCidade, em Vaz Lobo - Foto: Reprodução

O bairro de Vaz Lobo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, poderá ganhar, em breve, uma unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Isso porque o deputado estadual Dionisio Lins (PP) enviou ao governador em exercício, Cláudio Castro, uma solicitação oficial para que, junto à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Poder Executivo Estadual transforme o prédio abandonado do antigo Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), na Avenida Ministro Edgard Romero, em uma Faetec.

”Um prédio que já abrigou uma universidade e que hoje está completamente abandonado é um verdadeiro descaso com o futuro das pessoas não só da região, mas dos demais bairros existentes no entorno”, criticou Lins.

O deputado, no entanto, demonstrou otimismo em relação à aprovação por parte de Cláudio Castro e destacou os benefícios que a instalação de uma Faetec trariam para a região.

”Tenho certeza que o governador está atento ao problema da falta de profissionalização dos jovens. A instalação de uma unidade da Faetec com cursos profissionalizantes vai dar maior oportunidade e capacitação para os jovens ingressarem no mercado de trabalho; além de contribuir com o reaquecimento da economia e do comércio local com a geração de novos empregos”, explicou.

No último dia 12/04, inclusive, Dionisio Lins esteve no local com o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Informação do RJ, Dr. Serginho, para mostrar o estado de abandono que se encontra o espaço.

Vale lembrar que a UniverCidade era gerida pelo Grupo Galileo Educacional, o mesmo que administrava a Universidade Gama Filho, em Piedade, também na Zona Norte e que será desapropriada em breve pela Prefeitura do Rio. A referida faculdade teve sua falência decretada em 2016 pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, sendo descredenciada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em meados da última década.

1 COMENTÁRIO

  1. Além da questão conjuntural que foi a falência da UniverCidade, vitimando o local, ocorre que ninguém mais se interessou pelo local nesses anos. Porque será? Veja a questão da desordem urbana: o prédio era mesmo assim sem portas e janelas?! Para onde foram a porta e as janelas? Elas tinham pernas e saíram andando? O prédio era “tatuado”? Coisas a se pensar quando se procura um local para abrir um negócio.

    Daí esses bairros de subúrbio ficam cada vez mais desertos e dependentes de ações como esta da prefeitura/estado.

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