Ao que parece, aos poucos o prefeito Marcelo Crivella (PRB) vai revertendo os votos que levaram a admissibilidade de seu impeachment na última terça-feira. Nesta quinta, por exemplo, recriou 2 secretarias para colocar nomes do PP, e olha que eles têm apenas 2 vereadores na Câmara, Vera Lins e Marcelino D Almeida.

Crivella precisa virar o voto de somente 4 vereadores que votaram pela admissibilidade para ficar livre do impeachment. Com o poder da máquina na mão, que está sem medo de usar, não fica tão difícil achar políticos que troquem a consciência por algumas obras em seu reduto eleitoral.

A verdade, é que o impedimento de Crivella ficaria mais simples caso seja aprovada a mudança na Lei Orgânica que hoje prevê eleição indireta caso falte a ano para o fim do mandato e seja afastado o prefeito e o vice. A alteração mudaria para 2 anos, e ficaria idêntica a Constituição Federal e Estadual, e seria assim na cidade, já que o vice de Crivella, Fernando MacDowell, faleceu ano passado.

Por que ficaria mais simples? Em uma eleição indireta caberia aos vereadores escolherem quem ficaria no lugar de Crivella. E anularia o uso da máquina pelo “prefeibispo”, já que os acordos poderiam ser feitos dentro da própria Câmara.

Inclusive, uma eleição indireta seria o melhor para o Rio, faltando pouco mais de 1 ano e meio para o fim do mandato de Crivella, uma eleição direta, se ele fosse impedido, seria no fim do ano e o futuro prefeito teria apenas 1 ano para formar uma base na Câmara e efetivamente governar, enquanto na indireta já começaria com a base e, esperado, soubesse com funciona a máquina.

E por que o título diz que o impeachment depende do PSol? De acordo com Berenice Seara, vereadores creem que o impeachment só acontece se for aprovada a mudança na Lei Orgânica, a qual não passou semana passada por 1 voto. E dos que votaram a favor da mudança, ao menos 3 vereadores estão encantados novamente por Crivella e 1 outro, Jimmy Pereira (PTdoB) era suplente de Paulo Messina (PROS), que até a última segunda-feira era Chefe da Casa Civil da Prefeitura.

Mas se os 6 vereadores do PSol, mais Leandro Lyra (NOVO), votarem em uma mudança da Lei Orgânica nas próximas semanas, anula praticamente toda a movimentação de Crivella na Câmara e ainda deixa muito mais certo o impeachment. Contudo, isso vai depender que os socialistas, e o liberal, coloquem o pé no chão, a mão na cabeça e pensem no que seria melhor para o Rio de Janeiro. O que muitas vezes os políticos não fazem, infelizmente.

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