A caneta de prefeito vai valendo mais do que a força do vereador Jorge Felippe (MDB), e o fantasma do impeachment vai ficando distante de Marcelo Crivella (PRB). É o que mostram as últimas ações do Bispo, que tem movimentado as peças deste xadrez de forma competente.

Por exemplo, recriou 2 secretarias para satisfazer o PP, que tem apenas 2 votos na Câmara, e 1 deles, o de Marcelino D’Almeida, tinha sido a favor da abertura do processo do impeachment. E, como mostra Berenice Seara, do Jornal Extra, devolveu a Superintendência Regional da Pavuna ao vereador Jair da Mendes Gomes (PMN), que votou contra a abertura mas a favor da mudança na Lei Orgânica.

Esta semana, o prefeito também regulamentou a Lei de Verônica Costa (MDB) que cria carro exclusivo para mulheres no BRT. Essa vai ser estranho voltar atrás, que no dia da abertura do impeachment fez um discurso muito duro contra Crivella.

Crivella, ainda, conquistou o vereador Marcelo Siciliano (PHS), e gravaram juntos um vídeo anunciando a construção do Portal da Prainha, uma antiga reivindicação do vereador – que tem base eleitoral na região.

Soma que um dos vereadores favoráveis ao impeachment, Carlo Caiado (DEM), pediu licença do cargo de vereador e assumiu a cadeira de deputado estadual. Havia boatos de que ele poderia sair da ALERJ e voltar a Câmara só para votar o impeachment, mas fontes ligadas ao, agora deputado, dizem que ele não faria isso. Em seu lugar entrou Matheus Floriano, que é evangélico e, vejam só, estava nomeado na Prefeitura.

E, de vereador em vereador, vai afastando o risco de ser afastado, já que precisa de maioria qualificada, ou seja, 34 votos para o impeachment, ele só precisa garantir, então, 16 votos. Entretanto, se votarem uma mudança na Lei Orgânica, para eleição indireta com menos de 2 anos para o fim do mandato, aí tudo passa a ser possível, mas só depende do PSol.

 

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