No carnaval deste ano, a Imperatriz Leopoldinense falou sobre Museu Nacional. O enredo “Uma noite real no Museu Nacional”, que deu à escola o oitavo lugar nos desfiles da Sapucaí, fez os integrantes da agremiação se apegarem muito ao Museu.



Através do presidente, Luiz Pacheco Drumound, a Imperatriz lamentou imensamente o que aconteceu no Museu Nacional.

Em seus 200 anos de história servindo à população, o Museu abrigava um patrimônio inestimável de nossa cultura e ajudou a construir a identidade de nossa Nação! Sabemos do ônus que esse nefasto acidente traz para a pesquisa e para todo o processo de reparação histórica em andamento. Nossa solidariedade aos professores, pesquisadores, alunos e colaboradores nesse momento de perda irreparável para o Brasil“, diz o comunicado.

De todos os componentes da Imperatriz, Flávia Lyra, rainha de bateria, talvez seja a pessoa que tem a visão mais simbólica do caso. Flávia é bombeira e, como não poderia ser diferente, sentiu muito todo o ocorrido do último domingo.

Fico feliz por ter tido a oportunidade de conhecer o Museu da forma que conhecemos. Lembro como se fosse hoje na apresentação da sinopse do samba: as pessoas que estavam à frente, na Direção deste palácio, falando emocionadas (alguns com olhos marejados) por ter sido este o enredo escolhido. Esperançosos de que a situação poderia melhorar, pois com a visibilidade, talvez finalmente olhassem para o museu que suplicava por verba, investimento. Da mesma forma que lembro do local, também lembro do quão apaixonadas e gentis eram várias das pessoas que nele trabalhavam. O quão eram dedicados, o quanto sonhavam em ver este Museu melhor e devidamente valorizado. Não ganhamos um título, mas, sem dúvidas, dentro das nossas possibilidades, tentamos levar e gritar anseios. Sim, creio, fomos o último grito, infelizmente. Que tragédia… Nossa missão foi cumprida. Fizemos nosso melhor“, disse Flávia em uma rede social.

Cahê Rodriguês, o carnavalesco, que contou que passou meses indo ao Museu, conversando com as pessoas que trabalhavam lá para buscar referências para fazer o carnaval da Imperatriz, ficou bastante triste com a situação.

Eram riquíssimas coleções de aves, com ovos de aves raras, de insetos. Coisas lindíssimas e delicadas, como a coleção de borboletas. Peças que eram muito bem cuidadas pelos pesquisadores, com o carinho que tinham por aquele espaço como se fosse a sua própria casa. Mas que não havia espaço adequado para que fossem expostas e não saíam do acervo. O que mais me dói é saber o que essas pessoas, que eram apaixonadas pelo museu, estão sentindo nesse momento”, lamentou Cahê Rodriguês, ao G1.

O diretor de harmonia da Imperatriz, Junior Escafura, postou em sua página no Facebook uma mensagem sobre a tragédia no Museu Nacional: “Minha solidariedade a todos do Museu Nacional. Que tristeza para o Brasil e para o Rio de Janeiro”.

Rafaela Theodoro, a primeira porta-bandeira da escola, também se pronunciou sobre o incêndio no Museu Nacional, se dizendo triste e desejando solidariedade a todos.

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