Incêndio aconteceu em fevereiro de 2019 (Foto: Reprodução Internet)

Nesta segunda-feira (08/02), o incêndio no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, que matou dez adolescentes e deixou outros três feridos, completa dois anos. Os atletas de base mortos tinham idades entre 14 e 16 anos.

Em homenagem aos jovens e para cobrar justiça e medidas preventivas que impeçam outras tragédias, o Coletivo Gazela Negra fez um ato em frente ao centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, na zona oeste. O grupo – formado por torcedores negros de todos o país – pede que o Flamengo não jogue mais nos aniversários da tragédia. O coletivo entende que o dia 8 de fevereiro deve ser reservado para homenagens e reflexão.

À Agência Brasil, a assessoria de imprensa do Flamengo informou que a decisão de não haver jogos do clube no dia 8 de fevereiro não depende do clube e acrescentou que o centro de treinamento está funcionando com toda a segurança possível após ter cumprido exigências.

No dia 20 de janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público (MPRJ) sobre o incêndio e tornou réus os 11 denunciados, incluindo o então presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello. Na denúncia, o MPRJ lista diversas irregularidades, como descumprimento de normas técnicas e desobediência a sanções administrativas impostas pelas autoridades.

O Flamengo informou que já fez acordos de indenização com oito famílias e com o pai de um dos jogadores mortos. O clube ainda está em negociação com a mãe de um dos rapazes e com a família de mais um dos adolescentes mortos.

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